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DISTRITO 9 – 2009 (District 9 / D9)

Drama Humano x Drama Alienígena - Sci-Fi de Blomkamp é um dos Acontecimentos Cinematográficos do Ano.

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Gênero: Ficção Científica, Suspense, Drama, Ação

Censura: 16 anos

Duração: 112 min

Direção: Neill Blomkamp

Com: Sharlto Copley, Nathalie Boltt, Vanessa Haywood

Local de Filmagem: Johannesburg, Gauteng, South Africa e Miramar, Wellington, New Zealand

Produção: Peter Jackson e Philippa Boyens

Roteiro: Terri Tatchell e Neill Blomkamp

Fotografia: Trent Opaloch

Distribuidora: Sony Pictures

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QUEM É QUEM

Wikus Van De Merwe é interpretado por Sharlto Copley – não é ator e sim especialista em efeitos especiais da equipe do diretor Neill Blomkamp;

Sarah Livingstone – Sociologista é interpretada por Nathalie BolttDoomsday (2008)“The Triangle” (2005) e Route 30 (2008);

Tania Van De Merwe é interpretada por Vanessa Haywood – esse é o primeiro trabalho da atriz.

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SINOPSE

Há 20 anos atrás uma raça alienígena aporta na África do Sul, na cidade de Johannesburg,  no entanto ao invés de uma infiltração bélica ou a busca por troca de conhecimentos, os alienígenas só queriam um lugar para viver. Instalados no Distrito 9, as nações não chegaram a uma conclusão do que fazer com os novos inquilinos do planeta Terra e passaram o controle dos refugiados para uma empresa privada chamada Multi-National United – MNU, que por sua vez está mais interessada em roubar os segredos bélicos dos extraterrestres do que na sua própria segurança.

Em meio a toda esta tensão Wikus Van De Merwe, um operativo MNU, acaba acidentalmente exposto a um fluído alienígena que começa a mudar seu DNA, tornando-o possivelmente a chave pelo controle tecnológico alienígena. Wikus passa a ser a pessoa mais procurada do planeta e só há um lugar onde ele pode se esconder – o DISTRITO 9.

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CRÍTICA

crítica inspirada no texto de daddy

A ficção-científica “Distrito 9“, elogiada pela crítica e produzida por Peter Jackson – o mesmo produtor do tão esperado The Hobbit (2011) e The Hobbit 2 (2012), do remake King Kong (2005), da trilogia que marcou o mundo, The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001), The Lord of the Rings: The Two Towers (2002) e The Lord of the Rings: The Return of the King (2003), liderou as bilheterias dos Estados Unidos na sua estréia, de acordo com o Box Office Mojo. As estimativas são de que o filme sobre uma raça alienígena refugiada em território da África do Sul tenha arrecadado US$ 37 milhões, automaticamente cobrindo seu curto orçamento de US$ 30 milhões.

Equilíbrio perfeito entre os gêneros sci-fi e drama, “Distrito 9” é uma das melhores ficções já feitas e um dos acontecimentos cinematográficos do ano. A história é perfeita e os efeitos especiais são surpreendentes, a ponto de nos envolvermos emocionalmente com a causa dos alienígenas, além de torcer muito pelos “camarões” – assim chamados pelos humanos, pois os alienígenas são muito parecidos com um camarão – O personagem Christopher Johnson é um alienígena esperto e que está disposto a tudo para voltar para casa com seu filho. O drama desse ser estranho e de aparência horrenda nos envolve profundamente, mesmo sabendo que não passam de efeitos especiais, daí a prova de um roteiro eficiente, além de extremamente bem executado, sob direção impecável e fantástica de Neill Blomkamp.

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Os efeitos especiais são impressionantes, na verdade você nem fica reparando na qualidade dos efeitos, já que está mergulhado no drama psico-virtual, humanos de um lado e efeitos especiais do outro e sim os efeitos tem drama de consciência, mas é imperceptível a linha imaginária entre o personagem e a digitalização do mesmo.

O longa metragem marca a transição do “alienígena agressor” ao “alienígena vítima”. Supera-se a fase onde nós, seres humanos somos perseguidos por aliens super monstruosos, horripilantes e sem escrúpulos. Em “Distrito 9” nós somos tão monstros quanto eles, não que eles sejam evoluídos ao ponto de nos sentirmos mal, mas somos tão monstros quantos eles a ponto de nos sentirmos piores do que eles, verdadeiros animais.

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Vai se encantar com Wikus, um assistente social ingênuo e ao mesmo tempo egoísta, um tanto generoso e outro tanto maldoso, um personagem cuja essência e valores se misturam entre o bem e o mal. Wikus acaba se expondo a uma substância alienígena, sofrendo mutação e passando a ser perseguido pela própria Multi-National United – MNU e uma gangue de nigerianos que acredita que ao comerem partes do corpo de um alienígena, ganham poderes e força.

O personagem WIKUS é uma verdadeira contradição, em momento algum ele demonstra piedade para com os alienígenas, nem mesmo poupa os ovos que estão em uma espécie de chocadeira. Mas ao perceber que sua vida depende de um alienígena, muda sua postura e descobre que eles são sensíveis e mais espertos do que ele imaginava.

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Apesar de ficção e de ótimo entretenimento, D9 é um dos vários filmes que deturpam a imagem dos países de terceiro mundo. D9 pode ter sido uma grande alegoria sobre o Apartheid, mas existem alguns africanos que perderam a floresta para as árvores e agora estão putos com o papel que os nigerianos desempenharam no filme.

“Eu estava tão furiosa”, disse Umeano, uma nigeriana que vive em Atlanta. “Eles estavam mostrando nigerianos como corruptos, que comem alienígenas e que fazem sexo com alienígenas. Eu não podia ver isso”.

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“Por que querem reduzir nigerianos à criminosos, canibais e prostitutas que dormem com animais extra-terrestres”? – Disse Dora Akunyili, ministro da Informação. “Nós tivemos o suficiente com os estereótipos aos quais somos marcados – Nós não vamos ficar sentados e permitir que as pessoas nos estigmatizem dessa forma”. Contudo, sim, os nigerianos foram retratados como extraordinariamente cruéis e sádicos no filme, aliás TODOS OS SERES HUMANOS foram retratados como cruéis e sádicos no filme.

Claro, os nigerianos estavam comendo, transando e traficando os alienígenas, mas a “Coalizão Internacional das Pessoas Brancas” de qualquer grupo de ajuda internacional que seja e como chamada, estavam  literalmente sequestrando alienígenas e os estripando em laboratórios para tentar entender como suas armas funcionam. Eles são colocadas nos campos e rotineiramente são executados se ultrapassarem a linha. E, a propósito, podemos lembrar que estamos falando de selvageria com ALIENS IMAGINÁRIOS aqui? Dito isto, gostaria de SABER que gosto teriam os tais “camarões”!

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Peter Jackson, o mesmo de Senhor dos Anéis, gastou apenas 30 milhões e em 2 dias o pagou. Está faturando uma fortuna pelo mundo. É um pseudo documentário, “Distrito 9″ usa câmeras de mão, imagens semelhantes às de câmeras de segurança e simulacros de noticiários, tudo isso misturado com ação sangrenta e muito tiroteio. Arrisque e assista, vale a pena!

bom filme!

roberta vieira

http://www.d-9.com/

http://www.district9movie.com/

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ASSISTA AO TRAILER ABAIXO!

“Melhor concebida e executada do que se esperava, essa ficção tão fascinante mantém as impressões digitais repletas de sangue de Jackson, e anuncia Blomkamp como um talento a ser olhado”. (Variety)

“Ficção-científica genuína, te apanha imediatamente e não te solta até o último plano. A direção de Blomkamp é do mais alto nível, inteligente e com descaramento”. (Hollywood Reporter)

Revolutionary Road – 2008 (Foi Apenas Um Sonho)

Kate e Leo Juntos Novamente…

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Direção: Sam Mendes
Com: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates, Kathryn Hahn, Michael Shannon, Dylan Clark Marshall, Zoe Kazan, Kristen Connolly, Ryan Simpkins.
Local de Filmagens: Beacon Falls, Connecticut, USA; Bethel, Connecticut, USA; Broadway, Manhattan, New York City, New York, USA; Darien, Connecticut, USA; Dolan Middle School – 51 Toms Road, Stamford, Connecticut, USA; Fairfield, Connecticut, USA; Grand Central Station, Manhattan, New York City, New York, USA; Greenwich, Connecticut, USA; Lower Manhattan, Manhattan, New York City, New York, USA; New Canaan, Connecticut, USA; New York City, New York, USA; Norwalk Community College – 188 Richards Avenue, Norwalk, Connecticut, USA; Norwalk, Connecticut, USA; Pinewood Lake, Trumbull, Connecticut, USA; Redding, Connecticut, USA; Rowayton, Norwalk, Connecticut, USA; Shelton, Connecticut, USA; Southport, Connecticut, USA; Stamford, Connecticut, USA; Thomaston, Connecticut, USA; Tribeca, Manhattan, New York City, New York, USA; Trumbull, Connecticut, USA e Westchester County, New York, USA
Produção: Bobby Cohen, John Hart, Sam Mendes, Scott Rudin
Roteiro: Justin Haythe, baseado em livro de Richard Yates
Fotografia: Roger Deakins
Trilha Sonora: Thomas Newman
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: BBC Films / DreamWorks Pictures / Evamere Entertainment / Goldcrest Pictures / Neal Street Productions

SINOPSE

April, interpretada por Kate Winslet [The Reader (2008), The Holiday (2006) e Titanic (1997)] e Frank Wheeler, interpretado por Leonardo DiCaprio [Body of Lies (2008), Blood Diamond (2006) e The Aviator (2004)], são um casal jovem que vive no subúrbio de Connecticut, em uma rua charmosa chamada "Revolutionary Road", lá eles compartilham o sonho da casa própria, estabilidade financeira e emocional e o amor de seus dois filhos.

No entanto, a máscara da auto-segurança esconde a enorme frustração que sentem por não serem completos em seu relacionamento e em suas respectivas carreiras.

Determinados a conhecerem a si mesmos, eles decidem mudar para Paris e tudo o que eles tem que fazer é arrumar as malas, vender a casa e dar o aviso prévio no trabalho, o problema é que nesse processo o casal começa a descobrir que as prioridades mudaram e que abrir mão de umas coisas para ter outras faz parte da vida.

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CRÍTICA

Muito mais do que um drama romântico, "Revolutionary Road" mostra com elegância o drama de uma mulher que busca desesperadamente uma saída para sua vida frustada.

O que seria apenas uma frustação seguida de uma depressão passageira para os anos 50, hoje podemos claramente identificar no comportamento de April não uma depressão passageira, mais sim um depressão profunda e possivelmente uma mulher que sofre de "Síndrome Bi-Polar".

Pode ser meio exagerado da minha parte, mas é exatamente essa impressão que tive da personagem vivida por Winslet, uma mulher que foi levada aos poucos a viver dentro uma condição emocional extrema, seja ela boa ou ruim, mas nunca equilibrada, tornando assim sua vida insuportável, tanto para ela quanto para aqueles com ela convive.

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Exatamente por ter tido essa impressão que posso dizer que Kate Winslet foi brilhante no palpel de April, ainda que ela e Leo Di Caprio nos remetem a momentos "Titânicos", ambos sairam-se muito bem no longa.

GOLDEN GLOBE 2009

O filme "Revolutionary Road” foi indiacado a três categorias do Golden Globe, sendo elas:

Melhor Ator – Leonardo DiCaprio.

Melhor Atriz – Kate Winslet.

A atriz Kate Winslet levou o premio Golden Globe de Melhor Atriz para Longa Metragem do Gênero Drama (Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Drama).

Melhor Filme – "Revolutionary Road”.

OSCAR 2009

http://www.oscar.com/

O filme "Revolutionary Road”  foi indicado a duas categorias do Oscar 2009, sendo elas:

Melhor Ator Coadjuvante – Michael Shannon.

A indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Michael Shannon me surpreendeu, visto que sua participação no longa é menos que secundária, é terciária… Acredito que sua indicação foi precipitada, havendo com certeza mais opções relevantes para tal categoria.

Melhor Direção de Arte – Teresa Carriker-Thayer, John Kasarda e Nicholas Lundy.

bom filme e bom Oscar 2009!

roberta vieira

http://www.revolutionaryroadmovie.com

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Confira o trailer abaixo.

Revolutionary Road – 2008 (Foi Apenas Um Sonho)

Seven Pounds – 2008 (Sete Vidas)

Drama Standard Com Will Smith Que Deixa a Desejar…

seven_pounds Direção: Gabriele Muccino
Com: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Madison Pettis, Barry Pepper, Sarah Jane Morris.
Local de Filmagem: Los Angeles, California, USA; Malibu, California, USA; Pasadena, California, USA; San Marino, California, USA e Travel Inn – 7254 Foothill Blvd., Tujunga, Los Angeles, California, USA
Produção: Todd Black, Jason Blumenthal, James Lassiter, Will Smith, Steve Tisch
Roteiro: Grant Nieporte
Fotografia: Philippe Le Sourd
Trilha Sonora: Angelo Milli
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Columbia Pictures, Escape Artists, Overbrook Entertainment, Relativity Media

Do mesmo diretor de The Pursuit of Happyness (2006), Gabriele Muccino, italiano, repete a parceria com Will Smith  [Hancock (2008), I Am Legend (2007) e Men in Black (1997)] neste drama sobre a consciência moral de um homem com relação a responsabilidade do mesmo, sobre um grupo de pessoas.

Apesar de ser uma história original e ao mesmo tempo intrigante, se não até fascinante, o roteiro nos deixa incrivelmente perdidos entre dois ângulos da história: o drama de consciência moral e espiritual do personagem central e a história de amor que envolve o protagonista e uma mulher. 

É entre essas duas histórias que o diretor tentou conduzir a narrativa central, que até os últimos 25 minutos do filme nos deixa entediados e ao mesmo tempo curiosos de como será o desfecho da mesma.

No entanto nossa curiosidade só é alimentada pelo fato de estarmos assistindo a um filme do astro Will Smith, pois caso contrário, certamente algumas pessoas teriam desistido de assistir e esperariam o lançamento em DVD, o que não é uma má idéia, pois o filme deixa sim a desejar, mesmo com todo o final dramático, que nos envolve, única e exclusivamente, por causa do teor moral e pelo jogo de imagens e trilha sonora combinados.

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A história é sobre um homem chamado Ben, interpretado por Will Smith, que está em um estado avançado de depressão e que se responsabiliza por uma tragédia ocorrida no passado.

Para compensar as conseqüências dessa tragédia, Ben planeja beneficiar um grupo de pessoas que ele julga precisar de ajuda, seja ela financeira, emocional ou médica, para assim, tentar apagar o que fez no passado. Durante o processo ele conhece Emily, interpretada por Rosario Dawson [Sin City 2 (2010), Eagle Eye (2008) e Death Proof (2007)], uma mulher atraente, extremamente carente de afeto e com o nome na lista para um transplante de coração, o problema é que Ben se apaixona por ela, fazendo com que seus planos sejam mais dolorosos emocionalmente do que realmente já são.

Os motivos desse plano são, inicialmente ocultados dos espectadores, no entanto aos poucos nos é revelado através de imagens das lembranças do protagonista, parte do porque dele estar extremamente angustiado e agindo com atitudes que aparentemente são inconseqüentes visto o que ele planeja fazer.

A consciência moral do personagem, com relação a tragédia é tão profunda e espiritualmente assustadora que suas atitudes são psicologicamente perturbadoras e que o levam a busca implacável da compensação, ou seja, fazer o bem para compensar o mal causado por ele.

A trama segue mais o romance entre Ben e Emily do que o drama moral e psicológico das atitudes de Ben, o que acaba em frustração, visto que estamos mais envolvidos com ele e a tragédia convertida em sua busca pela absolvição do que com a relação amorosa dele com Emily, cuja história é superficial e com poucos eventos que a sustentem a ponto de prender nossa atenção.

No entanto o romance nos cativa pela simplicidade e por sabermos que Emily está à beira da morte, porém o conhecimento de que Ben se envolve ao ponto de estar disposto a fazer tudo pela moça é descoberto tardiamente, sendo assim, o público não se conecta com o casal e nem com seu plano de redenção que nos emociona por seu caráter moral mas não nos satisfaz depois de ter passado duas horas assistindo um monte de mini dramas entediantes para então revelar tudo nos últimos 25 minutos de uma só vez, através de um flash de imagens e trilha sonora e som meia dúzia de diálogos que não sustentam e tão pouco complementam os dois ângulos da história.

Em fim, apesar do potencial dramático da historia a ser explorado, é uma pena que “Sete Vidas” fique apenas no nível mediano entre os dramas deste ano. Um dos maiores desafios de Hollywood tem sido escolher como contar uma história para tentar conquistar o público e a crítica. Sustentado através da linha básica da narrativa dramática, o filme tenta criar um final “não esperado” criando assim  um falso clichê e apresentando uma única forma de dar fim ao romance.

Mesmo assim, vale a pena assistir, pelos 25 últimos minutos da história, no mais, o filme  não passa de um dramalhão standard que foi bem dirigido, mal executado e extremamente mal escrito.

Com estréia fantásticas nas salas de cinemas, não percam tempo assistindo esse longa metragem, que pode ser tranquilamente assistir em DVD ou em torrent com qualidade já de DVD.

Feliz Ano Novo!

bom filme!

roberta vieira

www.sevenpounds.com

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Confira o trailer abaixo.

Seven Pounds – 2008 (Sete Vidas)

Changeling – 2008 (A Troca)

Angelina Jolie Deixa Agente de Coração Apertado…

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Direção: Clint Eastwood
Com: Angelina Jolie, John Malkovich, Michael Kelly, Jeffrey Donovan, Jason Butler Harner, Devon Conti, Amy Ryan.
Local de Filmagens: Daniel Webster Elementary School – 2101 E. Washington Boulevard, Pasadena, California, USA; Lancaster, California, USA; Long Beach, California, USA; Los Angeles, California, USA; Pasadena, California, USA; San Bernardino, California, USA; San Dimas, California, USA; Santa Fe Railroad Depot – 1170 W. 3rd Street, San Bernardino, California, USA – (Train Station); Universal Studios – 100 Universal City Plaza, Universal City, California, USA – (studio) e Vermont, USA
Trilha Sonora - Clint Eastwood
Produção: Clint Eastwood, Brian Brian Grazer, Ron Howard, Robert Lorenz
Roteiro: J. Michael Straczynski
Fotografia: Tom Stern
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Imagine Entertainment/ Malpaso Productions

Por ser baseado em fatos reais, vou esclarecer os alguns eventos dessa história que fora mal escritos nas sinopses e caso você tenha interesse em se informar sobre o ocorrido, antes de assistir ao filme, acesse o site Wikipedia e leia sobre os fatos.

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As sinopses desse filme em alguns sites de cinemas ((UCI)) e sites de críticas  estão erradas – A mãe do garoto não desconfia que ele não é seu filho, ela sabe realmente que ele não o é por fatos que serão revelados durante a história. Em nenhum momento ela fica na dúvida, desde o reencontro, Christine sabia que o garoto não era seu filho. Outro fato é que o reverendo não ajuda realmente a encontrar o filho dela, e sim ele a ajuda a superar o drama todo, bem como processar a polícia de Los Angeles.

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Escrito por J. Michael Straczynski – criador da série “Babylon 5″ e produzida por Brian Grazer – produtor do longa metragem Frost/Nixon – 2008 (POSSÍVEL indicação ao oscar 2009) -  o filme foi baseado em fatos reias e conta o trágico drama de  Christine Collins, interpretada por Angelina Jolie  [Wanted (2008), A Mighty Heart (2007) e Mr. & Mrs. Smith (2005)],  que é uma mãe que luta com todas as suas forças para que seu filho Walter, interpretado por Gattlin Griffith ["Eli Stone" como Young Eli] retorne para casa. O menino foi seqüestrado – não se sabe se de dentro de sua casa e nem em que horas ocorreu o rapto – em um sábado, após ela ter saído para trabalhar.

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Após meses de buscas intensas, finalmente a polícia de Los Angeles, sob a liderança do inescrupuloso capitão da Força, Capt. J.J. Jones, interpretado por Jeffrey Donovan ["Burn Notice" como Michael Westen, Book of Shadows: Blair Witch 2 (2000) e Sleepers (1996)],   encontra o garoto.

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Mas algo está errado, Christine sabe de fato que ele não é seu filho verdadeiro e passa a infernizar a vida do capitão da polícia de Los Angeles, alegando que houve um erro por parte da polícia ao identificarem seu filho. Com provas físicas e testemunhas a seu favor, Christine vai a público e acusa a polícia da troca da criança e pede que as buscas continuem.

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Com a ajuda emocional e política do reverendo Briegleb, interpretado por John Malkovich [Burn After Reading (2008), Afterwards (2008) e Con Air (1997)],  Christine enfrenta uma rede de corrupção e luta para descobrir o que aconteceu com seu filho.

Indicado ao Globo de Ouro 2009 nas categorias “melhor atriz” e “melhor trilha sonora”, Changeling deve ser indicado ao OSCAR 2009 – especulação – para mais de uma categoria.

O filme é excelente, por ser uma história baseada em fatos reais, agente se envolve profundamente com a personagem de Jolie e como ela, ficamos inconformados com o absurdo que foi feito em relação ao caso.

O roteiro é muito bem executado, a fotografia, trilha sonora e direção juntos formam um tremendo filme. É com certeza uma das melhores atuações de Angelina Jolie, mas acredito que os créditos devam ir mesmo para o astro Clint Eastwood, que como ator ou diretor é impecável, sem dúvida ouviremos falar desse longa na noite do OSCAR 2009 – se não será uma injustiça.

Uma curiosidade que está me matando é sobre o desfecho “real” do drama, afinal o menino foi algum dia achado?

Assista ao longa e você vai entender a minha curiosidade e não eu não contei o final!

Feliz Ano Novo!

bom filme!

roberta vieira

www.changelingmovie.net/

www.changelingmovie.co.uk

http://www.latimesinteractive.com/advertising/changeling/Changeling-V4.html

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Confira o trailer abaixo.

Changeling – 2008 (A Troca)

Charlie Bartlett – 2008

Divertido Sim! Mas Para Assistir em DVD!

charlie_bartlett_ver3 Direção: Jon Poll
Com: Anton Yelchin, Kat Dennings, Tyler Hilton, Robert Downey Jr., Hope Davis
Local de Filmagem: Parkwood Estate, Oshawa, Ontario, Canada e Toronto, Ontario, Canada
Produção: Sidney Kimmel Entertainment e Whitney Brown, Trish Hofmann, William Horberg e Barron Kidd
Roteiro: Gustin Nash Fotografia: Joseph Boccia e Paul Sarossy
Trilha Sonora: Christophe Beck
Distribuidora: Aliance Empresa de Audio Visual Ltda

Com estréia prevista para essa sexta-feira dia 19 de Dezembro de 2008, “Charlie Barllett” entra em cartaz para concorrer com os longas-metragens “Blockbusters” desse final de ano, no entanto, o lançamento desse filme aqui no Brasil, nessa época é um erro, afinal de contas já tem no mínimo 10 filmes muito mais interessantes e esperados pelo público para serem assistidos. “Charlie Barllett“, que já teve sua estréia o ano passado em 2007 em festivais de cinema, bem como a estréia oficial em Fevereiro de 2008,  deveria ser lançado aqui direto em DVD, realmente é uma péssima estratégia colocar em cartaz um filme como esse (muito bom, mas lançado em uma época muito concorrida), em um final de ano como 2008 que vem trazendo em suas estréias grandes estouros de bilheterias.

Charlie Bartlett, interpretado  por Anton Yelchin [Terminator Salvation (2009), Alpha Dog (2006) e Star Trek (2009)] é um adolescente rico e inteligente que foi expulso de quase todas as escolas da cidade e agora está matriculado na escola pública local, sob o comando do diretor Nathan Gardner, interpretado por Robert Downey Jr. [Iron Man 2 (2010), The Avengers (2011) e Tropic Thunder (2008)].

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No início, Charlie tem sérias dificuldades em se adaptar, mas ele logo se torna um excelente ouvinte que dá os conselhos adequados àqueles que precisam, no entanto, a  ironia é que, Charlie, que  é  o garoto extremamente problemático (do ponto de vista da sociedade), acaba sendo a válvula de escape de todo corpo docente, que busca em sua simples, mas excêntrica sabedoria, um pouco de sentido e alívio para suas vidas.

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Com tantas estréias fantásticas nesse final de ano, acreditem, “Charlie Barllett” é o último filme que vocês vão querer assistir em uma sala de cinema.

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Mas para a galera que está mesmo afim de assistir algo leve, Charlie Barllett vai mostrar o lado da adolescência com problemas de drogas, depressão e uso abusivo de antidepressivos de um jeito leve e engraçado, com direito a terapia e  lição de moral.

Não deixem de assistir esse longa, mas esperem para vê-lo em DVD.

bom filme!

Feliz Natal!

roberta vieira

http://charliebartlett-themovie.com/

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Confira o trailer abaixo

Charlie Bartlett – 2008

Max Payne – 2008

Mais Um Fiasco de Wahlberg…

Layout 1 (Page 1) Direção: John Moore
Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Donal Logue, Chris O’Donnell, Nelly Furtado.
Local de Filmagem: Bay Station – 64 Bloor Street West, Toronto, Ontario, Canada (subway); Hamilton, Ontario, Canada; Loblaws Warehouse, Toronto, Ontario, Canada; Toronto Film Studios, Toronto, Ontario, Canada (studio); Toronto, Ontario, Canada; Union Station, Toronto, Ontario, Canada e Yorkville, Toronto, Ontario, Canada.
Produção: Scott Faye, Julie Yorn
Roteiro: Shawn Ryan, Sam Lake, Beau Thorne
Fotografia: Jonathan Sela
Trilha Sonora : Marco Beltrami
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Abandon Entertainment/ Collision Entertainment/ Dune Entertainment/ Firm Films

Do mesmo diretor de “Flight of the Phoenix (2004)” ou “O Voo da Phoenix“, John Moore e a 20th Century Fox são os responsáveis por levar a história do gameMax Payne” para os cinemas. O jogo, lançado para PC em 2001, vendeu mais de 5 milhões de cópias nos EUA e em 2003 fora lançado a continuação para PC e consoles.

O game foi o primeiro a reproduzir o efeito “bullet time” criado por “Matrix”, o que deve promover a repetição do seu uso nos cinemas depois da trilogia dos irmãos Wachowski.

MAX PAYNE conta a história de um policial que decide agir por conta própria, decidido a encontrar os responsáveis pelo brutal assassinato de sua família. Obcecado por vingança, sua investigação o conduz por uma jornada alucinante, em um submundo sombrio. À medida que se aprofunda no mistério, Max interpretado por Mark Wahlberg [The Brazilian Job (2011), The Happening (2008) e  We Own the Night (2007)], se vê forçado a combater inimigos sobrenaturais e a enfrentar uma traição inimaginável.

Payne persegue seu maior inimigo ao lado de seus inimigos, que são inimigos de seu maior inimigo, confuso? Simples, Payne se junta à chefona da máfia Russa, Mona Sax, interpretada por Mila Kunis [Forgetting Sarah Marshall (2008), "That '70s Show" como Jackie Burkhart e After Sex (2007)], juntos eles vão vingar a morte da família de Payne e da irmã de Mona, Natasha Sax, interpretada por Olga Kurylenko [Quantum of Solace (2008), Hitman (2007) e Paris, je t'aime (2006)].

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Max Payne vai agradar os fãs (jovens) do game, mas nem tanto os fãs do astro Mark Wahlberg que mais uma vez deixou a desejar bastante. O problema é a escolha do papel e do filme, como por exemplo em “Fim dos Tempos” [The Happening] em que além de seu personagem ser absurdamente ridículo, o filme é uma verdadeira bomba.

Ao contrário disso, Mas Payne não é de todo ruim, é um suspense standard, com muita ação e um enredo mal executado, com um ar noir e com um “Q” de ficção, que no final das contas é creditado às drogas – ponto mal explorado no filme.

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Max ou Mark tem pouquíssimas falas no filme, assim  como em “Fim dos Tempos” (The Happening), Mark só abre a boca para falar bobagens e de resto é só pancadaria, tiroteios, perseguições, alucinações e muito, muito mal humor por parte do personagem. Continuamos fãs de Mark e continuamos a acreditar que o próximo longa vai ser melhor, afinal ele já fez bons trabalhos antes.

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Vale comentar que a história foi mal explorada, particularmente eu não conheço o game, nunca joguei, mas existem outros filmes que foram baseados em games, como por exemplo os dois filmes de “Lara Croft: Tomb Raider (2001)” e “Lara Croft Tomb Raider: The Cradle of Life (2003)”, que são excelentes, básicos mas muito bem executados, ao contrário desse que tinha tudo para ser algo bem melhor do que realmente é. Confira nas salas de cinemas, é no máximo uma distração.

bom filme!

roberta vieira

http://www.maxpaynethemovie.com/

http://www.maxpaynefilme.com.br/

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Confira o trailer abaixo

Max Payne – 2008

 

Max Payne Kung Fu 3.0 – GAME

Body of Lies – 2008 (Rede de Mentiras)

DiCaprio e Crowe, Deu Muito Certo!

body_of_lies Direção: Ridley Scott
Com: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong, Vince Colosimo, Carice van Houten, Ali Suliman, Ben Youcef, Michael Gaston, Oscar Isaac, Omar Berdouni, Jennifer Rouse, Alexander von Roon, Clara Khoury.
Local de Filmagem:  Annapolis, Maryland, USA; Baltimore, Maryland, USA; Gaithersburg, Maryland, USA; Ouarzazate, Morocco; Rabat, Morocco; Washington Dulles International Airport – 45020 Aviation Drive, Sterling, Virginia, USA; Washington, District of Columbia, USA e White House – 1600 Pennsylvania Avenue NW, Washington, District of Columbia, USA.
Produção: Donald De Line, Ridley Scott
Roteiro: William Monahan, baseado em livro de David Ignatius
Fotografia: Alexander Witt
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: De Line Pictures/ Scott Free Productions

Em cartaz nos cinemas de todo Brasil, “Body of Lies” – “Rede de Mentiras” é uma excelente pedida entre as estréias desse final de 2008.

Para os freqüentadores assíduos das salas de cinemas, esse longa metragem é um prato cheio, Leonardo DiCaprio e  Russell Crowe sob direção de Ridley Scott, tá bom ou quer mais?

Roger Ferris, interpretado por  Leonardo DiCaprio  [Revolutionary Road (2008), Blood Diamond (2006) e Catch Me If You Can (2002)] (Leonardo DiCaprio), é um ex-jornalista que passa a trabalhar como agente da CIA. Ferris é enviado à Jordânia por Ed Hoffman, interpretado por Russell Crowe [American Gangster (2007), 3:10 to Yuma (2007) e A Good Year (2006)], um ambicioso chefe da agência de espionagem, para ajudar na captura de um líder do grupo terrorista Al Qaeda. Ferris se vê encrencado quando passa a plantar um falso rumor de que o terrorista está recebendo apoio dos norte-americanos.

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Curiosidades – O Irã proibiu uma famosa atriz de deixar o país depois que ela participou do filme sem a permissão das autoridades iranianas, informou a agência oficial de notícias dos país, a Irna. A proibição foi imposta depois que a atriz Golshifteh Farahani, de 25 anos, participou do filme “Rede de Mentiras“. Farahani é a primeira atriz iraniana a participar de um filme de Hollywood. A Irna disse que atores e atrizes iranianos precisam obter uma permissão do Ministério da Cultura antes de aparecer em filmes estrangeiros.

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Durante as cenas ambientadas em Munique (na verdade filmadas nos Estados Unidos), o tráfego de veículos foi interrompido. Sinais de trânsito em inglês foram substituídos por outros escritos em alemão. A população local, antes acostumada a ver placas com os dizeres “Central Avenue” ou “Washington Street”, passaram a conviver com outras trazendo “CharlottenStraBe”.

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O filme é muito bom, não deixa nada a desejar e é extremamente envolvente, ou seja, quando a trama é exposta para nós, passamos a viver todo o drama com o personagem do DiCaprio, o enredo é intenso, muito bem executado e a direção é excelente, afinal estamos falando de Ridley Scott que dirigiu “A Good Year (2006)” e “American Gangster (2007)”, ambos  estrelado por Russell Crowe – é uma relação de ator/diretor que dá muito certo!

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Sugestão, assistam nos cinemas, é imperdível, mas não esqueçam que é um gênero de filme bastante comum, terrorismo, locais áridos, religião, política e USA… Portanto não esperem originalidade, mas sim uma boa história com uma excelente direção.

bom filme!

roberta vieira

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Confira o trailer abaixo

Body of Lies – 2008 (Rede de Mentiras)

Dan in Real Life – 2007 (Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada)

O Quarentão Virgem Arrazando Corações…

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Direção: Peter Hedges
Com: Steve Carell, Juliette Binoche, Dane Cook, Norbert Leo Butz, John Mahoney, Dianne Wiest, Alison Pill, Brittany Robertson, Marlene Lawston, Emily Blunt, Amy Ryan.
Produção: Brad Epstein, Jonathan Shestack
Roteiro: Peter Hedges, Pierce Gardner
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora : Sondre Lerche
Distribuidora: Europa
Estúdio: Touchstone Pictures

Em cartaz em São Paulo e Rio de Janeiro, o longa metragem “Dan in Real Life” é uma boa pedida para quem gosta de um drama bem leve, com bastante romance e um toque sutil de comédia.

Steve Carell [Get Smart (2008), Little Miss Sunshine (2006) e The 40 Year Old Virgin (2005)], interpreta Dan Burns, um viúvo com três filhas que escreve uma coluna de comportamento no jornal local.

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Dan sempre teve uma vida repleta de regras de conduta, mas ele passa a questioná-las ao conhecer e se apaixonar por Marie, interpretada por  Juliette Binoche [Paris (2008), Chocolat (2000) e The English Patient (1996)], a namorada do seu irmão, Mitch Burns que é interpretado por Dane Cook [My Best Friend's Girl (2008), Good Luck Chuck (2007) e Mr. Brooks (2007)], o ator bonitão que está na comédia romantica, My Best Friend’s Girl (2008) ou “Amigos, Amigos, Mulheres À Parte” – que está em cartaz em todo terrítório nacional.

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O filme é no mínimo delicioso de assistir, é para um público mais maduro. É um longa bem executado, simples, mas com um enredo muito bem elaborado, que aborda a vida de um homem viúvo com três filhas e uma família imensa que faz de tudo para que ele supere a perda de sua mulher.

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Ao mesmo tempo, o longa é engraçado, pois Carell tem umas tiras de mestre! A trilha sonora é muito bonita. Apesar do bom divertimento, é um filme para assistir em DVD, mas se as filas no cinema estiverem muito logas então vá assistir no cinema mesmo, ou procure em torrent.

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bom filme!

roberta vieira

http://video.movies.go.com/daninreallife/

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Confira o trailer abaixo

Dan in Real Life – 2007 (Eu,Meu Irmão e Nossa Namorada)

Traitor – 2008 (O Traidor)

Conflitos no Oriente Médio

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Direção: Jeffrey Nachmanoff
Com: Guy Pearce, Don Cheadle, Jeff Daniels, Neal McDonough, Saïd Taghmaoui, Archie Panjabi, Simon Reynolds, Lorena Gale, Jonathan Walker, Alexandra Castillo.
Website oficial: www.traitor-themovie.com
Produção: Don Cheadle, David Hoberman, Kay Liberman, Todd Lieberman, Chris McGurk, Danny Rosett, Jeffrey Silve
Roteiro: Steve Martin
Fotografia: J. Michael Muro
Local de Filmagem: Chicago -  Illinois – USA; França; Marrocos; Hamilton, Ontario, Canada e Toronto, Ontario, Canada   
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Crescendo Productions/ Mandeville Films/ Overture Films

Roy Clayton, interpretado por  Guy Pearce [Factory Girl (2006), The Time Machine (2002) e The Count of Monte Cristo (2002)] é um agente do FBI que lidera as investigações de uma perigosa conspiração internacional. Uma pista faz com que entre em seu foco Samir Horn, interpretado por Don Cheadle [Ocean's Thirteen (2007), After the Sunset (2004) e Hotel Rwanda (2004)], um ex-capitão de operações especiais do exército norte-americano.

Misterioso, Horn é responsabilizado quando uma grande operação fracassa. Isto faz com que ele desapareça antes que qualquer um o escute, o que gera a criação de uma força-tarefa formada por diversas agências, com o objetivo de encontrá-lo.

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É quando Carter, interpretado por Jeff Daniels [RV (2006), Good Night, and Good Luck. (2005) e Pleasantville (1998)], um veterano da CIA, e Max Archer, interpretado por  Neal McDonough [The Seed (2009), I Know Who Killed Me (2007) e 88 Minutes (2007)], um agente do FBI, são incumbidos da missão.

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Sugestão, esperem sair em DVD, não é um  longa-metragem com ação em alto nível (tem ação médio nível) ao contrário, tem um alto nível de drama emocional e moral, bem como político e religioso. É um filme pesado, com diálogos intensos, muitas vezes cansativos, devido ao conteúdo.

O filme é extremamente “areia”, no sentido cenário e cor, com aqueles ambientes “Oriente Médio” – países áridos, interrogatórios com torturas, quem está defendendo/culpando quem – CIA, FBI, U.S. Special Operations.

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É um longa que não agrada a todos, acredito que uma minoria, já que é um enredo voltado para o drama do Oriente Médio – guerra, espionagem, religião, etc. Com tantas estréias previstas para esse final de ano, “O Traidor” é uma sugestão para ver em DVD. Particularmente – cansativo e sem originalidade, afinal de contas estamos fartos de filmes com esses temas!

bom filme!

roberta vieira

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Confira o trailer abaixo

Traitor – 2008 (O Traidor)

 

Leia a crítica abaixo de Thiago Siqueira – é uma visão muito parecida com a minha, no entanto ele escreveu brilhantemente um texto melhor e mais completo.

Um bom thriller com ação, “O Traidor” se apóia na ótima atuação de Don Cheadle e em uma abordagem menos “preto e branco” do conflito ocidente vs. jihad para se sobressair na onda de filmes sobre os conflitos no Oriente Médio.

Certa vez, fui bastante criticado por minhas opiniões sobre o filme “O Reino”, já que elogiei bastante por suas qualidades técnicas e narrativas, mesmo que não tenha tocado muito na delicada questão política e religiosa envolvida na história da fita – cujo maior enfoque era a ação. Pois bem, este “O Traidor” tira os holofotes da ação e os coloca justamente na cegueira ideológica tanto da parte dos “imperialistas americanos” quanto do lado das “jihads muçulmanas”. A despeito de ser um filme sincero e bastante sensível com ambos os lados do conflito, não se trata de uma película perfeita, mas que possui a melhor abordagem para lidar com um assunto tão delicado.

É mais impressionante ainda que a delicadeza em abordar esse tema tenha partido do co-roteirista e produtor executivo Steve Martin que, descontando algumas besteiras nas quais vem desperdiçando o seu tempo, mostra que é um homem bastante atento às questões do seu tempo e à própria condição humana.

Trabalhando ao lado do roteirista e diretor Jeffrey Nachmanoff, os dois nos mostram a história de um homem que está atrelado aos dois lados do conflito. Samir Horn (Cheadle) é um homem cuja vida fora sempre dividida. Nascido de pai do Oriente Médio e mãe americana, ele viu seu progenitor falecer cedo, vítima de um atentado em seu país natal, tendo vindo para os EUA após tal tragédia. Indubitavelmente um homem bom e religioso, seguindo de perto os preceitos do Alcorão, por algum motivo ele começou a se relacionar com as facções extremistas de sua religião, vendendo explosivos para as Jihads.
Preso em uma operação com participação do FBI, ele acaba ganhando o respeito e a amizade de Omar (Saïd Taghmaoui), um dos homens de confiança de um dos terroristas mais procurados do mundo. Após uma fuga da prisão, Samir se vê trabalhando para uma perigosa organização terrorista junto ao seu novo amigo, enquanto é perseguido pelo agente do FBI Roy Clayton (Guy Pearce).
O roteiro de Martin e Nachmanoff é hábil em trabalhar com os dois lados desta “nova cruzada”, sem deixar ninguém na posição de mocinhos ou bandidos de maneira escancarada. Neste conflito, nenhum dos líderes vê em perdas civis algo inaceitável, querendo apenas obter vitória nesta guerra. Deste modo, Samir se vê na posição inaceitável de compactuar com algo que vai contra sua crença religiosa, afinal “matar um homem inocente é como matar a humanidade inteira”.

O personagem se torna ainda mais complexo graças à hábil interpretação de Don Cheadle, que, em cada inflexão, diálogo e até na postura de Samir, mostra a dúvida daquele homem sobre a moralidade de suas atitudes. A química do ator com o talentoso francês Saïd Taghmaoui transforma a amizade entre o protagonista e Omar em algo real, tornando os conflitos de Samir ainda mais presentes.

Guy Pearce não tem grandes dificuldades interpretando o agente especial Clayton, tendo em vista que viver homens da lei corretos ficou fácil para o homem que deu vida ao policial Ed Exley no inesquecível “Los Angeles Cidade Proibida”. Embora Clayton não seja tão complexo quanto Exley, o talento de Pearce ainda se faz notar. O ótimo Jeff Daniels se vê desperdiçado pelo roteiro, já que seu interessante personagem, o dúbio Carter, pouco aparece em cena, embora possua algumas das melhores cenas do filme.

Um dos grandes problemas da produção está na inexperiência de Jeffrey Nachmanoff como diretor. Embora, como tenha dito anteriormente, as cenas de ação não sejam o principal ponto do filme, elas são parte importante da película, sendo uma pena que o cineasta não saiba trabalhar muito bem com elas, fazendo com que o impacto dramático de algumas seqüências se perca. Além disso, o último ato do projeto foi extremamente equivocado – para não dizer covarde – sendo pouco condizente com o resto da película, o que é uma pena.

Contando ainda com um bom trabalho de direção de fotografia por parte de J. Michael Muro, “O Traidor” poderia ter sido um filme inesquecível, por ser o mais sincero possível em relação aos pecados americanos em relação ao conflito no Oriente Médio. Entretanto, faltou coragem para dar mais contundência ao esforço.

Blindness – 2008 (Ensaio Sobre a Cegueira)

Luz no Final do Túnel… 

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Direção: Fernando Meirelles
Com: Mark Ruffalo, Julianne Moore, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura.
Website oficial: www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br
Estúdio: O2 Filmes / Rhombus Media / Bee Vine Pictures
Distribuição: 20th Century Fox Brasil / Miramax Films
Roteiro: Don McKellar, baseado em livro de José Saramago
Produção: Andrea Barata Ribeiro, Niv Fichman e Sonoko Sakai
Música: Marco Antônio Guimarães
Fotografia: César Charlone
Desenho de Produção: Matthew Davies e Tulé Peake
Direção de Arte: Joshu de Cartier
Figurino: Renée April
Edição: Daniel Rezende

Do mesmo diretor de Cidade de Deus (2002) e The Constant Gardener (2005), ambos os filmes nomeados ao Oscar, “Blindness” ou “Ensaio Sobre a Cegueira” está em cartaz nos cinemas dos principais estados brasileiros desde 12 de Outubro de 2008, e é o longa metragem com “um ambiente multiétnico bastante propício tanto ao caráter multinacional da produção quanto à universalidade da parábola de Saramago. Há personagens de três raças, atores de distintas latitudes e locações distribuídas entre três países.” (Brasil, Canadá e Uruguai) – trecho escrito por  CARLOS ALBERTO MATTOS (Uma Luz Forte, Mas Breve - 12/9/2008).

O longa trata uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira que atinge uma cidade – que não fora identificada no filme. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários.

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Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher do médico – que não possui nome na história e é interpretada por Julianne Moore [Shelter (2009), Hannibal (2001) e The Forgotten (2004)], ela é esposa do Doutor – que também não possue nome na história, interpretado por Mark Ruffalo [Shutter Island (2009), Reservation Road (2007) e Zodiac (2007)], que é um médico oftalmologista e responsável pelo atendimento do primeiro infectado.

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A mulher do médico não que ficar afastada dele durante a quarentena, sendo obrigada a permanecer no isolamento junto com o mesmo e com todos os infectados pela cegueira, o que é uma ironia, já que ela é a única pessoa que pode estabelecer qualquer ordem mínima no local.

O filme ainda conta com mais três nomes de peso, a brasileira Alice Braga [Redbelt (2008) e I Am Legend (2007)], o astro Gael García Bernal [Babel (2006) e Diarios de motocicleta (2004)] e Danny Glover [Saw V (2008) e Lethal Weapon 4 (1998)].

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“Ensaio sobre a Cegueira” é uma obra literária de José Saramago,  famoso escritor português e para aqueles que já leram o livro, vale a pena assistir ao filme, não comparem filme com livro, são artes diferentes que propõe emoções diferentes, é a mesma história, mas contada sob o ponto de vista de Feranado Meirelles.

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Excelente e muito diferente do que era esperado, mas extremamente interessante, prende do começo ao fim. Tem uma visão focada no grupo de pessoas em quarentena e não no caos da cidade. Isso torna a história misteriosa pois quase não vemos como a cidade e o mundo está lidando com o fato, do ponto de vista do caos.

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Estar cego em um mundo de cegos não torna as pessoas mais amenas, mais receptivas ou até mesmo mais humildes, ao contrário disso, as pessoas se tornam mais agressivas, obscuras e violentas.

Assistam, é uma boa pedida entre os lançamentos da temporada. Lembrem, não é um filme no estilo gringo americanizado, é um longa metragem limpo, sem efeitos e inclusive nenhum personagem tem nome!

bom filme!

roberta vieira

http://www.blindness-themovie.com/

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Confira o trailer abaixo

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