CRÍTICA Do mesmo diretor de Perfume: The Story of a Murderer (2006), Tom Tykwer errou na escolha do casal, Naomi Watts e Clive Owen, bem como na execução do longa, que de longe é extremamente chato e difícil de se conectar com a trama, que demora a se desenrolar e quando o faz, se perde entre um roteiro mal escrito e um elenco sem sintonia.
A primeira vista o filme atrai, e muito, mas infelizmente decepciona mais, começa pela falta de sintonia do casal Naomi Watts e Clive Owen, cujos personagens tem uma relação superficial e pouco explorada, bem como o universo de cada um deles que tão pouco é revelado ao ponto de criar uma conexão com o público, tornando quase impossível seguir a trama sem olhar no relógio algumas várias vezes.
Apesar de ser um tema pouco explorado, do ponto de vista Instituição Financeira x Política x Guerra (Revolução), nada de novo nos é apresentado, ficando um certo ar de “só isso” – no entanto a fotografia do filme é muito atraente, com ares de 007, passando por vários países da Europa, mas sem as perseguições frenéticas de Bond, apenas pontos da trama, que de alguma forma deveriam complementar o enredo, mas não o fazem com eficácia, criando mais pontos de distração do que de conexão.
Esperem para assistir em DVD, sem dúvida alguma o longa metragem não merece ser assistido nos cinemas. Mas para aqueles que ainda assim querem arriscar, escolham um horário bem cedo, pois assim quando acabar, dará tempo de pegar outra sessão para assistir algo que realmente valha apena!
Direção: Robert Ben Garant Com: Dan Fogler, Masi Oka, Christopher Walken, Maggie Q, Jason Scott Lee, Terry Crews, David Koechner, Aisha Tyler, Patton Oswalt, Diedrich Bader, Cary-Hiroyuki Tagawa, Thomas Lennon, George Lopez, James Hong, Kerri Kenney, David Proval. Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Ben Garant, Jonathan Glickman Roteiro: Ben Garant, Thomas Lennon Fotografia: Thomas E. Ackerman Local de Filmagem: Los Angeles, California, USA Distribuidora: Paris Filmes Estúdio: Intrepid Pictures/ Rogue Pictures/ Spyglass Entertainment
Com estréia prevista para 9 de Janeiro de 2009 nas salas de cinema UCI Cinemas e 21 de Fevereiro de 2009 nas salas de cinema Cinemark, “Bolas de Pânico” já teve sua estréia em 2007 nos EUA e somente agora chega aos cinemas brasileiros, e pelo visto uma franquia chegou na frente da outra!
Randy Daytona, interpretado por Dan Fogler [Good Luck Chuck (2007), Horton Hears a Who! (2008) (voz) como Councilman/ Yummo Wickershame e Kung Fu Panda (2008) (voz) como Zeng] é um campeão de pingue-pongue habilidoso e carismático, mas uma falha nas Olimpíadas de Seoul, em 1988, leva ao assassinato de seu pai. Atormentado pela culpa e pelo arrependimento, o antigo ícone do esporte está agora completamente esquecido.
Mas tudo muda quando o FBI o chama para se infiltrar em uma organização de pingue-pongue perigosa e ultra-secreta chefiada pelo assassino de seu pai, o maldoso e estiloso Feng, interpretado por Christopher Walken[Hairspray (2007), Click (2006) e Wedding Crashers (2005)].
Não tem muito o que falar sobre esse filme, além do tremendo mal gosto, péssima direção, atuação e um enredo extremamente banal, parece até trabalho de pré-adolescentes da oitava série de escolas…
Sem sombra de dúvidas é uma comédia para ser vista em DVD, ainda assim é uma grande perda de tempo, pois o filme é muito sem graça e com uma história ridícula, além de atores de quinta categoria, exceto pelo ator Christopher Walken que faz comédia como poucos. Infelizmente esse longa é uma grande roubada, mas tem quem vai curtir, ou tem aqueles que querem assistir a um filme no cinema e está tudo lotado, bom então arrisque, mas depois não fala que eu não avisei!
Do mesmo diretor de “Flight of the Phoenix (2004)” ou “O Voo da Phoenix“, John Moore e a 20th Century Fox são os responsáveis por levar a história do game “Max Payne” para os cinemas. O jogo, lançado para PC em 2001, vendeu mais de 5 milhões de cópias nos EUA e em 2003 fora lançado a continuação para PC e consoles.
O game foi o primeiro a reproduzir o efeito “bullet time” criado por “Matrix”, o que deve promover a repetição do seu uso nos cinemas depois da trilogia dos irmãos Wachowski.
MAX PAYNE conta a história de um policial que decide agir por conta própria, decidido a encontrar os responsáveis pelo brutal assassinato de sua família. Obcecado por vingança, sua investigação o conduz por uma jornada alucinante, em um submundo sombrio. À medida que se aprofunda no mistério, Max interpretado por Mark Wahlberg[The Brazilian Job (2011), The Happening (2008) e We Own the Night (2007)], se vê forçado a combater inimigos sobrenaturais e a enfrentar uma traição inimaginável.
Payne persegue seu maior inimigo ao lado de seus inimigos, que são inimigos de seu maior inimigo, confuso? Simples, Payne se junta à chefona da máfia Russa, MonaSax, interpretada por Mila Kunis[Forgetting Sarah Marshall (2008), "That '70s Show" como Jackie Burkhart e After Sex (2007)], juntos eles vão vingar a morte da família de Payne e da irmã de Mona, Natasha Sax, interpretada por Olga Kurylenko[Quantum of Solace (2008), Hitman (2007) e Paris, je t'aime (2006)].
Max Payne vai agradar os fãs (jovens) do game, mas nem tanto os fãs do astro Mark Wahlberg que mais uma vez deixou a desejar bastante. O problema é a escolha do papel e do filme, como por exemplo em “Fim dos Tempos” [The Happening] em que além de seu personagem ser absurdamente ridículo, o filme é uma verdadeira bomba.
Ao contrário disso, Mas Payne não é de todo ruim, é um suspense standard, com muita ação e um enredo mal executado, com um ar noir e com um “Q” de ficção, que no final das contas é creditado às drogas – ponto mal explorado no filme.
Max ou Mark tem pouquíssimas falas no filme, assim como em “Fim dos Tempos” (The Happening), Mark só abre a boca para falar bobagens e de resto é só pancadaria, tiroteios, perseguições, alucinações e muito, muito mal humor por parte do personagem. Continuamos fãs de Mark e continuamos a acreditar que o próximo longa vai ser melhor, afinal ele já fez bons trabalhos antes.
Vale comentar que a história foi mal explorada, particularmente eu não conheço o game, nunca joguei, mas existem outros filmes que foram baseados em games, como por exemplo os dois filmes de “Lara Croft: Tomb Raider (2001)” e “Lara Croft Tomb Raider: The Cradle of Life(2003)”, que são excelentes, básicos mas muito bem executados, ao contrário desse que tinha tudo para ser algo bem melhor do que realmente é. Confira nas salas de cinemas, é no máximo uma distração.
Em cartaz nos cinemas de todo Brasil, “Body of Lies” – “Rede de Mentiras” é uma excelente pedida entre as estréias desse final de 2008.
Para os freqüentadores assíduos das salas de cinemas, esse longa metragem é um prato cheio, Leonardo DiCaprio e Russell Crowe sob direção de Ridley Scott, tá bom ou quer mais?
Roger Ferris, interpretado por Leonardo DiCaprio[Revolutionary Road (2008), Blood Diamond (2006) e Catch Me If You Can (2002)] (Leonardo DiCaprio), é um ex-jornalista que passa a trabalhar como agente da CIA. Ferris é enviado à Jordânia por Ed Hoffman, interpretado por Russell Crowe[American Gangster (2007), 3:10 to Yuma (2007) e A Good Year (2006)], um ambicioso chefe da agência de espionagem, para ajudar na captura de um líder do grupo terrorista Al Qaeda. Ferris se vê encrencado quando passa a plantar um falso rumor de que o terrorista está recebendo apoio dos norte-americanos.
Curiosidades – O Irã proibiu uma famosa atriz de deixar o país depois que ela participou do filme sem a permissão das autoridades iranianas, informou a agência oficial de notícias dos país, a Irna. A proibição foi imposta depois que a atriz Golshifteh Farahani, de 25 anos, participou do filme “Rede de Mentiras“. Farahani é a primeira atriz iraniana a participar de um filme de Hollywood. A Irna disse que atores e atrizes iranianos precisam obter uma permissão do Ministério da Cultura antes de aparecer em filmes estrangeiros.
Durante as cenas ambientadas em Munique (na verdade filmadas nos Estados Unidos), o tráfego de veículos foi interrompido. Sinais de trânsito em inglês foram substituídos por outros escritos em alemão. A população local, antes acostumada a ver placas com os dizeres “Central Avenue” ou “Washington Street”, passaram a conviver com outras trazendo “CharlottenStraBe”.
O filme é muito bom, não deixa nada a desejar e é extremamente envolvente, ou seja, quando a trama é exposta para nós, passamos a viver todo o drama com o personagem do DiCaprio, o enredo é intenso, muito bem executado e a direção é excelente, afinal estamos falando de Ridley Scott que dirigiu “A Good Year (2006)” e “American Gangster (2007)”, ambos estrelado por Russell Crowe – é uma relação de ator/diretor que dá muito certo!
Sugestão, assistam nos cinemas, é imperdível, mas não esqueçam que é um gênero de filme bastante comum, terrorismo, locais áridos, religião, política e USA… Portanto não esperem originalidade, mas sim uma boa história com uma excelente direção.
Direção: Jeffrey Nachmanoff Com: Guy Pearce, Don Cheadle, Jeff Daniels, Neal McDonough, Saïd Taghmaoui, Archie Panjabi, Simon Reynolds, Lorena Gale, Jonathan Walker, Alexandra Castillo. Website oficial: www.traitor-themovie.com Produção: Don Cheadle, David Hoberman, Kay Liberman, Todd Lieberman, Chris McGurk, Danny Rosett, Jeffrey Silve Roteiro: Steve Martin Fotografia: J. Michael Muro Local de Filmagem: Chicago - Illinois – USA; França; Marrocos; Hamilton, Ontario, Canada e Toronto, Ontario, Canada Distribuidora: PlayArte Estúdio: Crescendo Productions/ Mandeville Films/ Overture Films
Misterioso, Horn é responsabilizado quando uma grande operação fracassa. Isto faz com que ele desapareça antes que qualquer um o escute, o que gera a criação de uma força-tarefa formada por diversas agências, com o objetivo de encontrá-lo.
Sugestão, esperem sair em DVD, não é um longa-metragem com ação em alto nível (tem ação médio nível) ao contrário, tem um alto nível de drama emocional e moral, bem como político e religioso. É um filme pesado, com diálogos intensos, muitas vezes cansativos, devido ao conteúdo.
O filme é extremamente “areia”, no sentido cenário e cor, com aqueles ambientes “Oriente Médio” – países áridos, interrogatórios com torturas, quem está defendendo/culpando quem – CIA, FBI, U.S. Special Operations.
É um longa que não agrada a todos, acredito que uma minoria, já que é um enredo voltado para o drama do Oriente Médio – guerra, espionagem, religião, etc. Com tantas estréias previstas para esse final de ano, “O Traidor” é uma sugestão para ver em DVD. Particularmente – cansativo e sem originalidade, afinal de contas estamos fartos de filmes com esses temas!
bom filme!
roberta vieira
Confira o trailer abaixo
Traitor – 2008 (O Traidor)
Leia a crítica abaixo de Thiago Siqueira – é uma visão muito parecida com a minha, no entanto ele escreveu brilhantemente um texto melhor e mais completo.
Um bom thriller com ação, “O Traidor” se apóia na ótima atuação de Don Cheadle e em uma abordagem menos “preto e branco” do conflito ocidente vs. jihad para se sobressair na onda de filmes sobre os conflitos no Oriente Médio.
Certa vez, fui bastante criticado por minhas opiniões sobre o filme “O Reino”, já que elogiei bastante por suas qualidades técnicas e narrativas, mesmo que não tenha tocado muito na delicada questão política e religiosa envolvida na história da fita – cujo maior enfoque era a ação. Pois bem, este “O Traidor” tira os holofotes da ação e os coloca justamente na cegueira ideológica tanto da parte dos “imperialistas americanos” quanto do lado das “jihads muçulmanas”. A despeito de ser um filme sincero e bastante sensível com ambos os lados do conflito, não se trata de uma película perfeita, mas que possui a melhor abordagem para lidar com um assunto tão delicado.
É mais impressionante ainda que a delicadeza em abordar esse tema tenha partido do co-roteirista e produtor executivo Steve Martin que, descontando algumas besteiras nas quais vem desperdiçando o seu tempo, mostra que é um homem bastante atento às questões do seu tempo e à própria condição humana.
Trabalhando ao lado do roteirista e diretor Jeffrey Nachmanoff, os dois nos mostram a história de um homem que está atrelado aos dois lados do conflito. Samir Horn (Cheadle) é um homem cuja vida fora sempre dividida. Nascido de pai do Oriente Médio e mãe americana, ele viu seu progenitor falecer cedo, vítima de um atentado em seu país natal, tendo vindo para os EUA após tal tragédia. Indubitavelmente um homem bom e religioso, seguindo de perto os preceitos do Alcorão, por algum motivo ele começou a se relacionar com as facções extremistas de sua religião, vendendo explosivos para as Jihads. Preso em uma operação com participação do FBI, ele acaba ganhando o respeito e a amizade de Omar (Saïd Taghmaoui), um dos homens de confiança de um dos terroristas mais procurados do mundo. Após uma fuga da prisão, Samir se vê trabalhando para uma perigosa organização terrorista junto ao seu novo amigo, enquanto é perseguido pelo agente do FBI Roy Clayton (Guy Pearce). O roteiro de Martin e Nachmanoff é hábil em trabalhar com os dois lados desta “nova cruzada”, sem deixar ninguém na posição de mocinhos ou bandidos de maneira escancarada. Neste conflito, nenhum dos líderes vê em perdas civis algo inaceitável, querendo apenas obter vitória nesta guerra. Deste modo, Samir se vê na posição inaceitável de compactuar com algo que vai contra sua crença religiosa, afinal “matar um homem inocente é como matar a humanidade inteira”.
O personagem se torna ainda mais complexo graças à hábil interpretação de Don Cheadle, que, em cada inflexão, diálogo e até na postura de Samir, mostra a dúvida daquele homem sobre a moralidade de suas atitudes. A química do ator com o talentoso francês Saïd Taghmaoui transforma a amizade entre o protagonista e Omar em algo real, tornando os conflitos de Samir ainda mais presentes.
Guy Pearce não tem grandes dificuldades interpretando o agente especial Clayton, tendo em vista que viver homens da lei corretos ficou fácil para o homem que deu vida ao policial Ed Exley no inesquecível “Los Angeles Cidade Proibida”. Embora Clayton não seja tão complexo quanto Exley, o talento de Pearce ainda se faz notar. O ótimo Jeff Daniels se vê desperdiçado pelo roteiro, já que seu interessante personagem, o dúbio Carter, pouco aparece em cena, embora possua algumas das melhores cenas do filme.
Um dos grandes problemas da produção está na inexperiência de Jeffrey Nachmanoff como diretor. Embora, como tenha dito anteriormente, as cenas de ação não sejam o principal ponto do filme, elas são parte importante da película, sendo uma pena que o cineasta não saiba trabalhar muito bem com elas, fazendo com que o impacto dramático de algumas seqüências se perca. Além disso, o último ato do projeto foi extremamente equivocado – para não dizer covarde – sendo pouco condizente com o resto da película, o que é uma pena.
Contando ainda com um bom trabalho de direção de fotografia por parte de J. Michael Muro, “O Traidor” poderia ter sido um filme inesquecível, por ser o mais sincero possível em relação aos pecados americanos em relação ao conflito no Oriente Médio. Entretanto, faltou coragem para dar mais contundência ao esforço.
Direção: Fernando Meirelles Com: Mark Ruffalo, Julianne Moore, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura. Website oficial: www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br Estúdio: O2 Filmes / Rhombus Media / Bee Vine Pictures Distribuição: 20th Century Fox Brasil / Miramax Films Roteiro: Don McKellar, baseado em livro de José Saramago Produção: Andrea Barata Ribeiro, Niv Fichman e Sonoko Sakai Música: Marco Antônio Guimarães Fotografia: César Charlone Desenho de Produção: Matthew Davies e Tulé Peake Direção de Arte: Joshu de Cartier Figurino: Renée April Edição: Daniel Rezende
Do mesmo diretor de Cidade de Deus (2002) e The Constant Gardener (2005), ambos os filmes nomeados ao Oscar, “Blindness” ou “Ensaio Sobre a Cegueira” está em cartaz nos cinemas dos principais estados brasileiros desde 12 de Outubro de 2008, e é o longa metragem com “um ambiente multiétnico bastante propício tanto ao caráter multinacional da produção quanto à universalidade da parábola de Saramago. Há personagens de três raças, atores de distintas latitudes e locações distribuídas entre três países.” (Brasil, Canadá e Uruguai) – trecho escrito por CARLOS ALBERTO MATTOS (Uma Luz Forte, Mas Breve -12/9/2008).
O longa trata uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira que atinge uma cidade – que não fora identificada no filme. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários.
Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher do médico – que não possui nome na história e é interpretada por Julianne Moore[Shelter (2009), Hannibal (2001) e The Forgotten (2004)], ela é esposa do Doutor – que também não possue nome na história, interpretado por Mark Ruffalo[Shutter Island (2009), Reservation Road (2007) e Zodiac (2007)], que é um médico oftalmologista e responsável pelo atendimento do primeiro infectado.
A mulher do médico não que ficar afastada dele durante a quarentena, sendo obrigada a permanecer no isolamento junto com o mesmo e com todos os infectados pela cegueira, o que é uma ironia, já que ela é a única pessoa que pode estabelecer qualquer ordem mínima no local.
“Ensaio sobre a Cegueira” é uma obra literária de José Saramago, famoso escritor português e para aqueles que já leram o livro, vale a pena assistir ao filme, não comparem filme com livro, são artes diferentes que propõe emoções diferentes, é a mesma história, mas contada sob o ponto de vista de Feranado Meirelles.
Excelente e muito diferente do que era esperado, mas extremamente interessante, prende do começo ao fim. Tem uma visão focada no grupo de pessoas em quarentena e não no caos da cidade. Isso torna a história misteriosa pois quase não vemos como a cidade e o mundo está lidando com o fato, do ponto de vista do caos.
Estar cego em um mundo de cegos não torna as pessoas mais amenas, mais receptivas ou até mesmo mais humildes, ao contrário disso, as pessoas se tornam mais agressivas, obscuras e violentas.
Assistam, é uma boa pedida entre os lançamentos da temporada. Lembrem, não é um filme no estilo gringo americanizado, é um longa metragem limpo, sem efeitos e inclusive nenhum personagem tem nome!
Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson Roteiro: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade Fotografia: Roberto Schaefer Trilha Sonora : David Arnold Distribuidora: Columbia Pictures Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)/ Columbia Pictures/ Danjaq/ Eon Productions/ United Artists
Em cartaz em todo território nacional, “007 – Quantum of Solace” deixa a desejar.
Este é o 22ª filme baseado na história do agente secreto criado pelo escritor britânico Ian Fleming, e contará mais uma vez com Daniel Craig[The Golden Compass (2007) e The Invasion (2007)], o mesmo astro que encarnou James Bond em “Casino Royale” (2006).
Bond se apaixonou perdidamente por Vesper e foi traído por ela, cruelmente - foi assim que terminou “007 – Casino Royale“, James Bond devastado por uma mulher.
A inteligência forense liga um traidor do MI6 a uma conta bancária no Haiti onde um caso de identidades trocadas apresenta Bond à bela mas valente Camille, vivida por Olga Kurylenko [Max Payne (2008), Hitman (2007) e Paris, je t'aime (2006)], uma mulher que busca sua própria vingança. Camille leva Bond diretamente para Dominic Greene, interpretado por Mathieu Amalric[Scaphandre et le papillon, Le (2007), Marie Antoinette (2006) e Mesrine: L'ennemi public n° 1 (2008)], um brutal homem de negócios e uma das maiores forças dentro da misteriosa organização.
Em uma missão que o leva para a Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que Greene, conspirando para obter total controle sobre um dos mais importantes recursos naturais do mundo, está forjando um acordo com o exilado General MedranoJoaquín Cosio[Arráncame la vida (2008)]. Usando seus associados na organização e manipulando seus poderosos contatos dentro da CIA e do governo britânico, Greene promete derrubar o regime existente em um país latino-americano, dando ao General o controle daquele país em troca de um aparentemente inútil pedaço de terra.
Em um campo minado de traições, assassinatos e mentiras, Bond, busca ajuda de um velho amigo e ex MI6, Mathis, interpretado por Giancarlo Giannini[A Walk in the Clouds (1995), Hannibal (2001) e Darkness (2002)], para juntos descobrirem a verdade.
Para os fãs de “007″ ou “Bond, James Bond”, o longa metragem deixa a desejar bastante, não que o filme seja ruim ou mal feito, ou coisa do gênero, a verdade é que é um suspense/policial standard.
Nesse filme, Bond é um homem com dor de amor que busca vingança e no caminho descobre uma organização criminosa, que ao meu ver é mal explicada no filme, que quer monopolizar recursos naturais, como água, para controlar países do terceiro mundo. Dentro desse contexto, a história se resume a perseguições nada originais – não bastasse as perseguições por terra e mar, Bond agora salta de um prédio a outro como se ele tivesse 20 anos de idade, sem quebrar nada…
O filme todo é um festival de Le Parkour (por vezes abreviado como PK) ou l’art du déplacement (em português: arte do deslocamento) é uma atividade com o princípio de se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar alguém a superar obstáculos que poderão ser qualquer coisa no ambiente circundante — desde ramo de árvores e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em ambas áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como Traceur e mulheres como Traceuses.
As mulheres não são mais beldades como nos filmes mais antigos de James Bond, são atrizes pouco conhecidas que interpretam mulheres altamente capacitadas intelectualmente e fisicamente, mas bancam verdadeiras putas o filme todo. É incrível como não vemos atrizes de peso em papéis de mulheres de Bond.
No mais, o filme é puro frenesi, no modo standard, com uma belíssima fotografia, que sem dúvida faz toda a diferença em um “longa-bond” sem o brilho de James… Assistam no cinema, é no mínimo divertido.
Após uma breve pesquisa na internet, não vi nenhuma publicação do lançamento desse longa metragem no Brasil, tanto nos cinemas quanto em DVD. No entanto esse filme fora lançado direto em DVD em alguns países latinos, bem como nos cinemas dos USA e UK. Já aqui no Brasil, o único jeito de assistir é via torrent. Para os malucos por terror como eu, o longa é uma boa pedida.
“Pathology” é puro suspense e sangue, muito sangue e corpos, ou melhor cadáveres, bem abertos e expostos, como raramente se vê em filmes standard de suspense e terror. É ideal para quem tem sangue frio. Não que seja isso o filme todo, não é não.
A história do filme envolve um grupo de jovens estudantes de medicina (patologia) que arma um “jogo” para ver quem consegue desvendar durante a autópsia perital, a causa da morte. O diferencial do jogo é que cada um do grupo deve providenciar um cadáver com uma morte misteriosa, o que leva o grupo a cometer crimes perfeitos, crimes que nem mesmo um patologista possa desvendar. Como esperado, a brincadeira ultrapassa os limites e se torna um verdadeiro pesadelo para todos os envolvidos.
O roteiro foi escrito pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, os mesmos por trás do filme de ação “Crank (2006)”, enquanto Marc Schoelermann faz o seu debut na cadeira de diretor da produção. Durante a convenção Comic-Con de 2007, numa festa exclusiva para editores de sites sobre cinema, a MGM mostrou o trailer de “Pathology”. Com cara de vídeo amador, mostra os personagens do filme, médicos legistas, encenando um diálogo do cult “Napoleon Dynamite” com cadáveres!
Eles brincam com corpos pré-ou-pós autopsia. Mexem sem superstição, ética, medo, pudor ou respeito nesses corpos que um dia tiveram vida. É tão bizarro imaginar que isso é possível de acontecer em uma sala de autópsia (ou em qualquer outro lugar), que este filme torna-se desde já vedete de admiradores de uma tão audaz produção audiovisual.
O longa é muito bom, mas também não é o filme do ano, mesmo com a originalidade da história. Classificá-lo como terror é meio ousado, pois terror exige um nível de pavor e nervosismo que nesse filme não passamos. É mais um suspense com muito sangue e exposição de cadáveres com uma elaborada busca dos personagens em cometer o crime perfeito.
Se vale a pena, como certeza, mas não esqueçam, torrent é por enquanto a única maneira de assistir.
Para quem está ansioso com a estréia desse longa metragem, não precisa mais ficar, já tem em torrente. No entanto aqui no Brasil o longa só chega em 21 de Novembro de 2008. A estréia nos EUA fora em Maio de 2008.
Quem já assistiu Funny Games / Violência Gratuita – 2007 que também já teve sua estréia em Agosto, vai ter a mesma sensação que eu tive ao ver os pôsteres do longa The Strangers – é a mesma história. Na verdade é sim, mas o filme “The Strangers” foi inspirado em fatos reais e é de longe o melhor dos dois no quesito susto.
Meu estilo de filme favorito é com certeza terror. Esse longa é de dar nos nervos de tantos sustos que eu levei. O filme é ótimo, simples, sem efeitos, sem monstros, sem ets e sem zumbis com gosmas explodindo. É um suspense nota 10. As atuações são ok, mas o que valeu mesmo é a maneira em como o filme foi dirigido e editado, pois, como eu disse antes, é um puta susto atrás do outro.
Ambos são jovens e namorados. Ao saírem de uma festa, já tarde da noite, James leva Kristen para a casa de férias de seu pai, exatamente como havia planejado, uma vez que ele já pedira Kristen em casamento e a mesma recusara. No entanto os dois decidem passar o resto da noite juntos nessa casa afastada.
Tudo ia muito bem até que uma garota toca a campainha e James abre a porta em plena madrugada e se deixa mostrar claramente que ambos estão sozinhos e vulneráveis.
A garota e mais dois amigos, todos mascarados, começam a aterrorizar o casal, socando a porta, batendo nas janelas, destruindo o carro e fazendo com que eles ultrapassem seus próprios limites e o medo para sobreviverem.
O interessante é que agente não vê o rosto dos marginais o filme inteiro, e é impressionante como o drama mexe com nossos nervos, pois é doentio o que os três psicopatas fazem com o jovem casal, e pensar que isso realmente aconteceu…
No elenco ainda temos a modelo Gemma Ward que atuou em Pink Pyjamas (2001) e também o ator Kip Weeks de Glory Road (2006), que interpretaram dois dos três psicopatas.
A Rogue Pictures , que são os mesmos produtores de Doomsday (2008), Balls of Fury (2007) e Seed of Chucky (2004), anunciou que o longa metragem de terror “The Strangers”, ganhará uma seqüência. Bryan Bertino, que escreveu o roteiro e fez seu debut na direção do filme original, retornará para escrever o novo script. Ainda não foi decidido se Bertino irá dirigir a continuação.
Há expectativas de que Tyler e alguns dos vilões do original retornem. A produção chegará aos cinemas no próximo ano. Orçado em 9 milhões de dólares, o filme faturou 54 milhões nos Estados Unidos e como eu disse antes, chegará aos cinemas do Brasil no em novembro.
Não deixem de assistir, é muito bom para quem curte o gênero. Mas para os desavisados de plantão, é muito forte e violento, se não consegue agüentar, não assista.
Já disponível em DVD, “Senhores do Crime” foi indicado ao OSCAR 2008 na categoria de “Melhor Ator”. O longa metragem não levou o prêmio, mas o responsável pela indicação foi o astro Viggo Mortensen que faz um trabalho fantástico no longa.
As sinopses publicadas na web estão erradas. Por tanto segue abaixo um texto correto e de acordo com o conteúdo do longa metragem.
Viggo Mortensen [The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001), Daylight (1996) e Good (2008)] é um misterioso e carismático russo chamado Nikolai Luzhin que trabalha como motorista de uma das mais conhecidas famílias do Leste Europeu que atua no crime organizado de Londres. A família faz parte da irmandade do crime Vory V Zakone, dirigida por Semyon, interpretado por Armin Mueller-Stahl [The Thirteenth Floor (1999) e The X Files (1998)], proprietário do charmoso restaurante trans-siberiano, que encobre o núcleo frio e brutal da fortuna da família coordenada pelo inconstante e violento filho de Semyon, Kirill, interpretado por Vincent Cassel [Ocean's Thirteen (2007) e Elizabeth (1998)], que é mais ligado a Nikolai do que a seu próprio pai.
Nikolai acaba cruzando o caminho de Anna Khitrova, interpretada por Naomi Watts [Funny Games U.S. (2007), King Kong (2005) e Divorce, Le (2003)], uma parteira que trabalha em um hospital ao Norte de Londres. Anna está terrivelmente aflita por causa da desesperada situação de uma jovem adolescente, que morreu ao dar à luz a seu bebê. Anna resolve tentar descobrir quem é a família do bebê, já que a jovem deixou em seus pertences um pequeno diário todo escrito em russo, possibilitando à Anna buscar respostas. A mãe de Anna, Helen, interpretada por Sinéad Cusack [V for Vendetta (2005)], não a desencoraja, mas o irascível tio russo, Stepan, interpretado por Jerzy Skolimowski [America (2008)] lhe aconselha a esquecer essa história e deixar o bebê para adoção, visto que ele já havia lido o conteúdo do diário.
E ele está certo ao fazer isso, pois, ao examinar o diário, Anna acidentalmente acaba se envolvendo com a fúria da irmandade Vory. Enquanto Semyon tenta manter as portas fechadas, Anna o pressiona cada vez mais com perguntas, e Nikolai acaba se interessando por Anna e logicamente pelo conteúdo do diário. O drama segue com Nikolai e seu envolvimento com a máfia russa e em paralelo, Anna tentando salvar o bebê sem família.
O filme não é sobre Anna e o bebê, e sim sobre Nikolai e seu papel dentro da máfia russa. Anna corre as margens da história, proporcionando a Nikolai uma porta de entrada para ser o próximo chefão da família Vory V Zakone. Se esse sites de filmes por aí na web assistissem aos filmes antes de publicar sinopses, ou ao menos algo mais resumido para não correrem o risco de publicar textos errados, não teríamos tanto lixo por aí!
O foco é em Viggo, daí sua indicação ao OSCAR 2008, ele realmente incorpora o personagem, seu corpo nu aparece durante uma briga e ele está muito magro e cheio de tatuagens (feitas para o filme) que chega a impressionar. Vale comentar que Viggo se deixa filmar todinho, o que nos rende boas cenas de suas partes íntimas.
Engraçado, pois se uma atriz faz isso, nunca mais ela consegue um bom papel, já um homem, um ator que mostra seu piu piu, acaba sendo indicado ao Oscar… Não estou tirando o mérito de Viggo, realmente ele fez por merecer, mas que ele mostra tudo, ah ele mostra!
O longa é excelente e prende nossa atenção, ele não se aprofunda em nenhum personagem, tornando a história dinâmica e interessante.
Fiquem espertos! 50% ou mais dos filmes em cartaz nos cinemas, já foram lançados em seus países de origem e/ou em Festivais de Cinema...
Portanto ao procurarem um filme, não esqueçam de considerar os anos de lançamento de 2006, 2007 e 2008, na maioria os de 2007 e 2008 que estão em cartaz em alguns cinemas brasileiros!