Em cartaz nos cinemas de todo Brasil, “Body of Lies” – “Rede de Mentiras” é uma excelente pedida entre as estréias desse final de 2008.
Para os freqüentadores assíduos das salas de cinemas, esse longa metragem é um prato cheio, Leonardo DiCaprio e Russell Crowe sob direção de Ridley Scott, tá bom ou quer mais?
Roger Ferris, interpretado por Leonardo DiCaprio[Revolutionary Road (2008), Blood Diamond (2006) e Catch Me If You Can (2002)] (Leonardo DiCaprio), é um ex-jornalista que passa a trabalhar como agente da CIA. Ferris é enviado à Jordânia por Ed Hoffman, interpretado por Russell Crowe[American Gangster (2007), 3:10 to Yuma (2007) e A Good Year (2006)], um ambicioso chefe da agência de espionagem, para ajudar na captura de um líder do grupo terrorista Al Qaeda. Ferris se vê encrencado quando passa a plantar um falso rumor de que o terrorista está recebendo apoio dos norte-americanos.
Curiosidades – O Irã proibiu uma famosa atriz de deixar o país depois que ela participou do filme sem a permissão das autoridades iranianas, informou a agência oficial de notícias dos país, a Irna. A proibição foi imposta depois que a atriz Golshifteh Farahani, de 25 anos, participou do filme “Rede de Mentiras“. Farahani é a primeira atriz iraniana a participar de um filme de Hollywood. A Irna disse que atores e atrizes iranianos precisam obter uma permissão do Ministério da Cultura antes de aparecer em filmes estrangeiros.
Durante as cenas ambientadas em Munique (na verdade filmadas nos Estados Unidos), o tráfego de veículos foi interrompido. Sinais de trânsito em inglês foram substituídos por outros escritos em alemão. A população local, antes acostumada a ver placas com os dizeres “Central Avenue” ou “Washington Street”, passaram a conviver com outras trazendo “CharlottenStraBe”.
O filme é muito bom, não deixa nada a desejar e é extremamente envolvente, ou seja, quando a trama é exposta para nós, passamos a viver todo o drama com o personagem do DiCaprio, o enredo é intenso, muito bem executado e a direção é excelente, afinal estamos falando de Ridley Scott que dirigiu “A Good Year (2006)” e “American Gangster (2007)”, ambos estrelado por Russell Crowe – é uma relação de ator/diretor que dá muito certo!
Sugestão, assistam nos cinemas, é imperdível, mas não esqueçam que é um gênero de filme bastante comum, terrorismo, locais áridos, religião, política e USA… Portanto não esperem originalidade, mas sim uma boa história com uma excelente direção.
Direção: Jeffrey Nachmanoff Com: Guy Pearce, Don Cheadle, Jeff Daniels, Neal McDonough, Saïd Taghmaoui, Archie Panjabi, Simon Reynolds, Lorena Gale, Jonathan Walker, Alexandra Castillo. Website oficial: www.traitor-themovie.com Produção: Don Cheadle, David Hoberman, Kay Liberman, Todd Lieberman, Chris McGurk, Danny Rosett, Jeffrey Silve Roteiro: Steve Martin Fotografia: J. Michael Muro Local de Filmagem: Chicago - Illinois – USA; França; Marrocos; Hamilton, Ontario, Canada e Toronto, Ontario, Canada Distribuidora: PlayArte Estúdio: Crescendo Productions/ Mandeville Films/ Overture Films
Misterioso, Horn é responsabilizado quando uma grande operação fracassa. Isto faz com que ele desapareça antes que qualquer um o escute, o que gera a criação de uma força-tarefa formada por diversas agências, com o objetivo de encontrá-lo.
Sugestão, esperem sair em DVD, não é um longa-metragem com ação em alto nível (tem ação médio nível) ao contrário, tem um alto nível de drama emocional e moral, bem como político e religioso. É um filme pesado, com diálogos intensos, muitas vezes cansativos, devido ao conteúdo.
O filme é extremamente “areia”, no sentido cenário e cor, com aqueles ambientes “Oriente Médio” – países áridos, interrogatórios com torturas, quem está defendendo/culpando quem – CIA, FBI, U.S. Special Operations.
É um longa que não agrada a todos, acredito que uma minoria, já que é um enredo voltado para o drama do Oriente Médio – guerra, espionagem, religião, etc. Com tantas estréias previstas para esse final de ano, “O Traidor” é uma sugestão para ver em DVD. Particularmente – cansativo e sem originalidade, afinal de contas estamos fartos de filmes com esses temas!
bom filme!
roberta vieira
Confira o trailer abaixo
Traitor – 2008 (O Traidor)
Leia a crítica abaixo de Thiago Siqueira – é uma visão muito parecida com a minha, no entanto ele escreveu brilhantemente um texto melhor e mais completo.
Um bom thriller com ação, “O Traidor” se apóia na ótima atuação de Don Cheadle e em uma abordagem menos “preto e branco” do conflito ocidente vs. jihad para se sobressair na onda de filmes sobre os conflitos no Oriente Médio.
Certa vez, fui bastante criticado por minhas opiniões sobre o filme “O Reino”, já que elogiei bastante por suas qualidades técnicas e narrativas, mesmo que não tenha tocado muito na delicada questão política e religiosa envolvida na história da fita – cujo maior enfoque era a ação. Pois bem, este “O Traidor” tira os holofotes da ação e os coloca justamente na cegueira ideológica tanto da parte dos “imperialistas americanos” quanto do lado das “jihads muçulmanas”. A despeito de ser um filme sincero e bastante sensível com ambos os lados do conflito, não se trata de uma película perfeita, mas que possui a melhor abordagem para lidar com um assunto tão delicado.
É mais impressionante ainda que a delicadeza em abordar esse tema tenha partido do co-roteirista e produtor executivo Steve Martin que, descontando algumas besteiras nas quais vem desperdiçando o seu tempo, mostra que é um homem bastante atento às questões do seu tempo e à própria condição humana.
Trabalhando ao lado do roteirista e diretor Jeffrey Nachmanoff, os dois nos mostram a história de um homem que está atrelado aos dois lados do conflito. Samir Horn (Cheadle) é um homem cuja vida fora sempre dividida. Nascido de pai do Oriente Médio e mãe americana, ele viu seu progenitor falecer cedo, vítima de um atentado em seu país natal, tendo vindo para os EUA após tal tragédia. Indubitavelmente um homem bom e religioso, seguindo de perto os preceitos do Alcorão, por algum motivo ele começou a se relacionar com as facções extremistas de sua religião, vendendo explosivos para as Jihads. Preso em uma operação com participação do FBI, ele acaba ganhando o respeito e a amizade de Omar (Saïd Taghmaoui), um dos homens de confiança de um dos terroristas mais procurados do mundo. Após uma fuga da prisão, Samir se vê trabalhando para uma perigosa organização terrorista junto ao seu novo amigo, enquanto é perseguido pelo agente do FBI Roy Clayton (Guy Pearce). O roteiro de Martin e Nachmanoff é hábil em trabalhar com os dois lados desta “nova cruzada”, sem deixar ninguém na posição de mocinhos ou bandidos de maneira escancarada. Neste conflito, nenhum dos líderes vê em perdas civis algo inaceitável, querendo apenas obter vitória nesta guerra. Deste modo, Samir se vê na posição inaceitável de compactuar com algo que vai contra sua crença religiosa, afinal “matar um homem inocente é como matar a humanidade inteira”.
O personagem se torna ainda mais complexo graças à hábil interpretação de Don Cheadle, que, em cada inflexão, diálogo e até na postura de Samir, mostra a dúvida daquele homem sobre a moralidade de suas atitudes. A química do ator com o talentoso francês Saïd Taghmaoui transforma a amizade entre o protagonista e Omar em algo real, tornando os conflitos de Samir ainda mais presentes.
Guy Pearce não tem grandes dificuldades interpretando o agente especial Clayton, tendo em vista que viver homens da lei corretos ficou fácil para o homem que deu vida ao policial Ed Exley no inesquecível “Los Angeles Cidade Proibida”. Embora Clayton não seja tão complexo quanto Exley, o talento de Pearce ainda se faz notar. O ótimo Jeff Daniels se vê desperdiçado pelo roteiro, já que seu interessante personagem, o dúbio Carter, pouco aparece em cena, embora possua algumas das melhores cenas do filme.
Um dos grandes problemas da produção está na inexperiência de Jeffrey Nachmanoff como diretor. Embora, como tenha dito anteriormente, as cenas de ação não sejam o principal ponto do filme, elas são parte importante da película, sendo uma pena que o cineasta não saiba trabalhar muito bem com elas, fazendo com que o impacto dramático de algumas seqüências se perca. Além disso, o último ato do projeto foi extremamente equivocado – para não dizer covarde – sendo pouco condizente com o resto da película, o que é uma pena.
Contando ainda com um bom trabalho de direção de fotografia por parte de J. Michael Muro, “O Traidor” poderia ter sido um filme inesquecível, por ser o mais sincero possível em relação aos pecados americanos em relação ao conflito no Oriente Médio. Entretanto, faltou coragem para dar mais contundência ao esforço.
Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson Roteiro: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade Fotografia: Roberto Schaefer Trilha Sonora : David Arnold Distribuidora: Columbia Pictures Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)/ Columbia Pictures/ Danjaq/ Eon Productions/ United Artists
Em cartaz em todo território nacional, “007 – Quantum of Solace” deixa a desejar.
Este é o 22ª filme baseado na história do agente secreto criado pelo escritor britânico Ian Fleming, e contará mais uma vez com Daniel Craig[The Golden Compass (2007) e The Invasion (2007)], o mesmo astro que encarnou James Bond em “Casino Royale” (2006).
Bond se apaixonou perdidamente por Vesper e foi traído por ela, cruelmente - foi assim que terminou “007 – Casino Royale“, James Bond devastado por uma mulher.
A inteligência forense liga um traidor do MI6 a uma conta bancária no Haiti onde um caso de identidades trocadas apresenta Bond à bela mas valente Camille, vivida por Olga Kurylenko [Max Payne (2008), Hitman (2007) e Paris, je t'aime (2006)], uma mulher que busca sua própria vingança. Camille leva Bond diretamente para Dominic Greene, interpretado por Mathieu Amalric[Scaphandre et le papillon, Le (2007), Marie Antoinette (2006) e Mesrine: L'ennemi public n° 1 (2008)], um brutal homem de negócios e uma das maiores forças dentro da misteriosa organização.
Em uma missão que o leva para a Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que Greene, conspirando para obter total controle sobre um dos mais importantes recursos naturais do mundo, está forjando um acordo com o exilado General MedranoJoaquín Cosio[Arráncame la vida (2008)]. Usando seus associados na organização e manipulando seus poderosos contatos dentro da CIA e do governo britânico, Greene promete derrubar o regime existente em um país latino-americano, dando ao General o controle daquele país em troca de um aparentemente inútil pedaço de terra.
Em um campo minado de traições, assassinatos e mentiras, Bond, busca ajuda de um velho amigo e ex MI6, Mathis, interpretado por Giancarlo Giannini[A Walk in the Clouds (1995), Hannibal (2001) e Darkness (2002)], para juntos descobrirem a verdade.
Para os fãs de “007″ ou “Bond, James Bond”, o longa metragem deixa a desejar bastante, não que o filme seja ruim ou mal feito, ou coisa do gênero, a verdade é que é um suspense/policial standard.
Nesse filme, Bond é um homem com dor de amor que busca vingança e no caminho descobre uma organização criminosa, que ao meu ver é mal explicada no filme, que quer monopolizar recursos naturais, como água, para controlar países do terceiro mundo. Dentro desse contexto, a história se resume a perseguições nada originais – não bastasse as perseguições por terra e mar, Bond agora salta de um prédio a outro como se ele tivesse 20 anos de idade, sem quebrar nada…
O filme todo é um festival de Le Parkour (por vezes abreviado como PK) ou l’art du déplacement (em português: arte do deslocamento) é uma atividade com o princípio de se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar alguém a superar obstáculos que poderão ser qualquer coisa no ambiente circundante — desde ramo de árvores e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em ambas áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como Traceur e mulheres como Traceuses.
As mulheres não são mais beldades como nos filmes mais antigos de James Bond, são atrizes pouco conhecidas que interpretam mulheres altamente capacitadas intelectualmente e fisicamente, mas bancam verdadeiras putas o filme todo. É incrível como não vemos atrizes de peso em papéis de mulheres de Bond.
No mais, o filme é puro frenesi, no modo standard, com uma belíssima fotografia, que sem dúvida faz toda a diferença em um “longa-bond” sem o brilho de James… Assistam no cinema, é no mínimo divertido.
O primeiro filme dos irmãos Ethan Coen e Joel Coen depois da consagração com o longa-metragem “No Country for Old Men (2007)” ou “Onde os Fracos não Têm Vez”, entre outros – Paris, je t’aime (2006) e Fargo (1996), liderou com 19,40 milhões de dólares, recorde de abertura para os cineastas e estréia dia 28 de Novembro de 2008 em todo território nacional. Vale comentar que esse longa estava em cartaz no Rio de Janeiro International Film Festival, desde 26/09/2008 e ficou até 09/10/2008.
O longa conta a história de um agente da CIA, Osbourne Cox, interpretado por John Malkovich[Eragon (2006), Johnny English (2003) e Con Air (1997)], que é demitido e para descontar toda sua frustração pela falta de reconhecimento da CIA, ele resolve escrever um memorando com toda sua experiência em analisar dados para mesma.
Kate procura seu advogado para entrar com pedido de divórcio e para dar inicio aos procedimentos, ela dá a ele o balanço financeiro do casal que está no mesmo CD do memorando de Osbourne, seu marido, que não faz uma puta idéia do divórcio.
O filme é excelente e hilário: Chad só quer devolver o CD; Linda quer chantagear Oz para ganhar uma grana para fazer um monte de cirurgias plásticas que seu seguro saúde negou – Oz não admite a chantagem e ela leva o CD para Embaixada Russa… Clooney é viciado em sexo e come todo mundo no filme, menos a mulher dele; Oz é um fracassado que mal aparece na história; O governo americano, juntamente com a embaixada Russa ficam na maior neura por causa do CD, que no final das contas, não passa de um balancete financeiro.
Tem um senão no filme, o real conteúdo do CD fica no ar, não é muito esclarecido de como o memorando de OZ está no mesmo documento do balancete financeiro do casal, ou seja, no mesmo .doc, e no mesmo CD… E também por que a secretária enfiou esse CD na bolsa…
Tirando isso, o filme é muito bom, não é uma comédia para rir alto, mas é daquelas que agente pensa - nossa que merda esses caras fizeram (na história), é bastante diferente e bem dinâmico, se não prestar a atenção, perde o fio da meada… Vai ver eu comi bola com o lance do CD! Bom se alguém quiser, comentem!
Fiquem espertos! 50% ou mais dos filmes em cartaz nos cinemas, já foram lançados em seus países de origem e/ou em Festivais de Cinema...
Portanto ao procurarem um filme, não esqueçam de considerar os anos de lançamento de 2006, 2007 e 2008, na maioria os de 2007 e 2008 que estão em cartaz em alguns cinemas brasileiros!