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Archive for the ‘Biografia’ Category

The Duchess – 2008 (A Duquesa)

Seu Fosse Hoje, Seria Divórcio ou Assassinato, Mas Acabou Sendo, Boca Calada e Amante na Mesa!

duchess_ver2 Direção: Saul Dibb
Com: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Hayley Atwell, Charlotte Rampling, Simon McBurney, Dominic Cooper, Aidan McArdle.
Local de Filmagem: Bath, Somerset, England, UK; Chatsworth House, Edensor, Derbyshire, England, UK; Clandon Hall, Guildford, Surrey, England, UK – (Devonshire House interiors); Dining Room, Basildon Park, Lower Basildon, Berkshire, England, UK – (Dining room in the Devonshires’ rented house in Bath)
; Entrance Hall, Osterley Park House, Isleworth, Middlesex, England, UK – (Society ball at Lady Melbourne’s house); Fakenham, Norfolk, England, UK; Greenwich, London, England, UK; Holkham Hall and Estate, Norfolk, England, UK – (Devonshire House dining room); Kedleston Hall, Kedleston, Derbyshire, England, UK – (Devonshire House interiors)
; King William Walk, Greenwich, London, England, UK; Library, Kedleston Hall, Kedleston, Derbyshire, England, UK – (Library in Althorp House); Marble Hall, Kedleston Hall, Kedleston, Derbyshire, England, UK – (Banquet where Georgiana’s hair catches fire); National Maritime Museum, Greenwich, London, England, UK – (exteriors); Old Vic Theatre, Bristol, England, UK; Royal Crescent, Bath, Somerset, England, UK; Somerset House, Strand, London, England, UK – (Devonshire House exteriors); The Saloon, Kedleston Hall, Kedleston, Derbyshire, England, UK – (Entrance hall in the Devonshires’ rented house in Bath); Twickenham Film Studios, St Margarets, Twickenham, Middlesex, England, UK; University of Greenwich, Greenwich, London, England, UK; Wells-next-the-Sea, Norfolk, England, UK e West Wycombe Park, West Wycombe, Buckinghamshire, England, UK.
Produção: Michael Kuhn, Gabrielle Tana
Roteiro: Jeffrey Hatcher, Anders Thomas Jensen, Saul Dibb e adaptação da obra da autora  Amanda Foreman
Fotografia: Gyula Pados
Estúdio: Boom/ BBC Films/ Magnolia Mae Films/ Pathe Productions/ Qwerty Films

The Duchess (2008)

O filme retrata com excelência a vida da Duquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish, interpretada por Keira Knightley [The Edge of Love (2008), Atonement (2007) e Pirates of the Caribbean: At World’s End (2007)] – que foi uma aristocrata e socialite britânica do século XVIII, que nasceu em 7 Junho de 1757 e morreu, aos 48 anos, em 30 de Março de 1806.

De beleza invejada nas rodas sociais inglesas, Georgiana usou um pouco mais do que suas influências para participar do cenário político, numa época em que o direito de voto ainda levaria um século para ser concedido às mulheres.

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No entanto sua participação no cenário político não fora sua única atividade social. Georgiana era uma mulher obcecada pelo jogo de cartas, com altas apostas em dinheiro, que ao morrer deixou uma dívida imensa para sua família arcar.

Durante as aparições que ela fazia nas campanhas políticas e nos salões da alta sociedade, Georgiana era muitíssimo elogiada, bem como inspiradora, pelo seu senso fashion e bom gosto ao usar belos chapéus, perucas imensas e vestidos deslumbrantes, além dos sapatos que eram sempre muito bem escolhidos.

Foi a própria Georgiana quem apresentou o Duque de Devonshire, interpretado por  Ralph Fiennes [In Bruges (2008), Harry Potter and the Order of the Phoenix (2007) e Maid in Manhattan (2002)], à sua amante e futura segunda esposa, Lady Elizabeth Foster, Bess, interpretada por Hayley Atwell [Cassandra’s Dream (2007), Brideshead Revisited (2008) e How About You (2007)], filha do 4.° Conde de Bristol.

The Duchess 04

Bess” era a melhor amiga de Georgiana, que tolerou o “ménage à trois” por muitos anos. Contudo, a Duquesa também cometeu adultério: seu caso com Charles Grey interpretado por Dominic Cooper [Mamma Mia! (2008), The Escapist (2008) e An Education (2009)], 2° Conde Grey resultou no nascimento de uma filha, Eliza, em 1792.

Quando Georgiana morreu, William,  pôde casar-se com Bess Foster e, imediatamente, providenciou uma nova amante.

Não, eu não contei o filme, na realidade essa é a história verdadeira de GeorgianaDuquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish – que você poderá encontrar, em sites específicos sobre a história britânica, na internet. No site Wikipedia (já coloquei o link no nome) você poderá encontrar a bibliografia mais completa sobre a vida dessa mulher notável para sua época.

The Duchess 02

Charlotte Rampling [Babylon A.D. (2008), Deception (2008) e Swimming Pool (2003)], interpreta a mãe da Duquesa, Lady Spencer, que foi quem arranjou o casamento de sua filha Georgiana com o Duque de Devonshire.

O filme é excelente, tem uma fotografia belíssima e a história é muito interessante. Mas já aviso que é um filme de época e não tem ação, suspense ou violência, mesmo assim vale apena sim assistir a dificuldade da época em ser uma mulher, onde não tínhamos direito a nada, nem a amar um homem, somente era direito das mulheres casarem, terem filhos homens e aceitarem as amantes de seus maridos.

OSCAR 2009

O longa metragem “The Duchess” (A Duquesa) foi indicado ao OSCAR 2009 na categoria Melhor Figurino.

bom filme e bom OSCAR 2009!

roberta vieira

www.theduchessmovie.com

http://www.theduchessmovie.co.uk/

The Duchess 03

Confira o trailer abaixo.

The Duchess – 2008 (A Duquesa)

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La Môme / La Vie en Rose – 2007 (Piaf – Um Hino ao Amor)

La vie_en_rose A estréia desse longa metragem foi exatamente há um ano atrás, 12 de Outubro de 2007. Antes de falarmos desse longa fantástico, deixem-me contar umas poucas curiosidades sobre essa magnífica cantora francesa, Edith Piaf, a interprete da famosa música romantica, “La Vie en Rose”, que é o título original desse filme que ganhou três indicações ao OSCAR 2008 e levou a estatueta pela categoria de Melhor Atriz.

Em 1935, Édith Giovanna Gassion conheceu Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny’s, situado na avenida Champs Élysées, em Paris. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou de “la Môme Piaf”, uma expressão francesa que significa “pequeno pardal” ou “pardalzinho”, pois ela tinha uma estatura baixa (1,42). Daí saiu o título alternativo do longa, “La Mome”.

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O longa retrata a vida de Edith Piaf com excelencia em todos os minutos dele. Marion Cotillard é a estrela que interpreta Piaf. Cotillard também atuo em outros longas como A Good Year (2006), Taxi 3 (2003) e Nine (2009) (em produção). A atriz francesa foi indicada ao OSCAR 2008 pela categoria de “Melhor Atriz” e levou o prêmio. Para quem já assistiu ao longa, sabe, sem sombra de dúvidas que ela é definitivamente Edith Piaf, ou melhor foi por duas horas de filme. Sua interpretação é impecável, é quase como assistir a própria Piaf, lógico que temos um figurino e maquiagem que transformam a atriz em Edith Piaf, mas não foi uma grande transformação estética, pois a atriz tem os trejeitos da cantora, o que facilitou à mesma que se fundisse a imagem de Edith.

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Quem vive o Louis Leplée é o renomado ator Gérard Depardieu que também atuou em Astérix aux jeux olympiques (2008), The Man in the Iron Mask (1998/I) e Cyrano de Bergerac (1990).

O longa vai de Piaf pequena a Paif em sua morte, entre vai e vens de épocas, podemos ver os impactos de sua infância em sua velhice. De saúde frágil, ela vive com a mãe, uma cantora de rua, que deixa a deixa em casa sem comer para a morte. Um dia seu pai volta de suas viagens e encontra a menina quase morta, ele a leva para ser criada pela avó em um bordel. Quando já estava se acostumando com a vida que levava, foi arrastada pelo pai, um contorcionista, para segui-lo em exibições de circo.

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Não demorou muito para que a jovem descobrisse seu talento na música. Depois de crescida e independente de seu pai, Edith segue inconscientemente os passos da mãe, cantando nas ruas em troca de moedas. Porém, sua experiência adquirida nas apresentações com seu pai e nos cabarés que freqüentou permite que sua voz chame a atenção de todos os que a escutam.

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Não demora a ela começar a consolidar sua carreira, mas não de uma forma fácil. Sempre enfrentando problemas com seus vícios e dramas pessoais, ela não consegue se realizar a não ser na música. Isto não impede que Edith Piaf se torne uma das maiores cantoras de todos os tempos. “Piaf – Um Hino ao Amor” conta a história real da intérprete de canções como La Vie en Rose e Non, Je Ne Regrette Rien.

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A idéia do filme nasceu quando o diretor Oliver Dahan viu uma foto da juventude de Edith e percebeu que quase ninguém sabia nada sobre essa época de sua vida. Devido à inúmeros problemas como o envolvimento com cafetões ou uma suspeita de assassinato, ela raramente falava sobre antes de se tornar a famosa Edith Piaf.

O filme é sensacional, é dinâmico, repleto de músicas de Piaf, as mais belas e com imagens e Paris, uma Paris antiga. Vale também pela interpretação de Marion que é excelente. São duas horas de filme, sendo assim é preciso gostar desse tipo de música, pois o filme é muito musical, quero dizer que ela canta boa parte de algumas músicas em 80% das cenas, não é como os filmes musicais que se interpreta cantando, não. Esse longa é a biografia de Piaf, e por tanto há sim muita música nele.

Mesmo assim não é cansativo, ao menos para quem gosta, para os novatos, tentem assistir com a mente aberta, as músicas são bonitas e no mínimo interessastes, uma vez que as letras são traduzidas durante o filme.

Edith Piaf tem cerca de 34 álbuns publicados, sendo 18 com um CD, 2 com dois CDs e 2 com quatro volumes e 1 com nove volumes. Cada um com em média 20 músicas.

La Vie en Rose

R. S. Louiguy

Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche.
Voila le portrait sans retouche,
De l’homme auquel, j’appartiens,

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

Il me dit des mots d’amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.

Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.

C’est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie,
Il me l’a dit, l’a juré pour la vie.

Et, dès que je l’apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat,

Des nuits d’amour à ne plus en finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des enuis des chagrins, des phases
Heureux, heureux a en mourir.

Quand il me prend dans ses bras,
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

Il me dit des mots d’amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.

Il est entré dans mon Coeur,
Une part de bonheur,
Dont je connais la cause.

C’est toi pour moi,
Moi pour toi dans la vie,
Il me l’a dit, m’a juré pour la vie.

Et, dès que je l’apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat.

Tradução

Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde em sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do homem a quem eu pertenço

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Vejo a vida cor-de-rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Entrou no meu coração
Um pouco  de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele
Na vida, ele me disse
Jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate

Noites de amor a não mais acabar
Uma grande felicidade que toma seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas se apagam
Feliz, feliz até morrer

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Eu vejo a vida em rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Entrou no meu coração
Um pouco  de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele
Na vida, ele me disse
Jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate

Non, Je Ne Regrette Rien

Michel Vaucaire / Charles Dumont

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu’on m’a fait,
Ni le mal, tout ça m’est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
C’est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé.

Avec me souvenirs,
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux.

Balayés les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours,
Je repars à zéro.

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu’on m’a fait,
Ni le mal, tout ça m’est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd’hui, ça commence avec toi!

Tradução

Não! Nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal – isso tudo me é igual!

Não, nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)

Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus “tremolos” (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

Confira o trailer abaixo.

bom filme!

roberta vieira

la vie en rose

http://www.edithpiafmovie.com/

http://www.tfmdistribution.com/lamome/lamome.htm

http://www.edithpiaf.com/

And When Did You Last See Your Father? – 2007 (Quando Você Viu seu Pai pela Última Vez?)

And When 2007 Estreado em 26 de Setembro no Rio de Janeiro International Film Festival, “And When Did You Last See Your Father?” – 2007 (Quando Você Viu seu Pai Pela Ultima Vez?) estréia em todo território nacional no dia 14 de Novembro de 2008. O longa metragem é uma adaptação do romance biográfico de Blake Morrison que descreve suas memórias durante o período em que se relaciona com o pai que está morrendo de câncer.

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Blake Morrison, vivdo por Colin Firth [Mamma Mia! (2008), The Accidental Husband (2008), e Bridget Jones: The Edge of Reason (2004)] é um bem-sucedido escritor de meia-idade, casado e pai de dois filhos. No entanto, a relação que tem com seu próprio pai não é das melhores. Para ele, Arthur Morrison, interpretado por Jim Broadbent [Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008), Bridget Jones: The Edge of Reason (2004) e Moulin Rouge! (2001)] sempre foi um sujeito egoísta e orgulhoso, que estragava os feriados familiares, flertava gratuitamente com outras mulheres e nunca lhe dirigiu um elogio.

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Com o tempo, Blake se resignou com os domínios do pai e parou de enfrentá-lo. Mas quando o pai é diagnosticado com uma doença fatal, ele se sente forçado a enfrentar as feridas do passado para enfim perdoá-lo. Ainda no elenco temos Juliet Stevenson [Mona Lisa Smile (2003) e A Previous Engagement (2008)] que interpreta Kim, a mãe de Blake, que passa a vida inteira angustiada com o mal comportamento do marido, também a irmã de Blake, a Gillian, interpretada por Claire Skinner [Bridget Jones’s Diary (2001)] que acha o irmão um metido a besta.

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O filme é excelente, tem diálogos preciosos, cenas dele e do pai com intenso drama que os remete ao presente e ao passado que nos faz cair na choradeira, sendo assim, prepare o lenço de papel para enxugar as muitas lágrimas. As cenas do pai e filho que acompanhamos em flashbacks, como a adolescência de Blake nos deixa altamente emocionados, e começamos a indagar se realmente o pai de Blake era tão ruim assim. Esse filme é o típico drama que transborda “sensibilidade”, expressada na forma com que a câmera se aproxima dos olhos cintilantes de Broadbent ou se afasta dele…

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Como sempre, eu advirto os desavisados de plantão: é um longa parado, com alto teor de drama, diálogos e diálogos, bela paisagem, excelentes atores, um filme para pensar e não para esperar (suspense). Assistam em DVD para não passarem vergonha de tanto chorar. Vale comentar que a música do filme é linda, uma melodia que intensifica as cenas e nos emociona ainda mais, é de arrepiar o corpo todo, um excelente drama para vocês assistirem e se emocionarem…

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.sonyclassics.com/whendidyoulastseeyourfather/

http://andwhendidyoulastseeyourfather.co.uk/

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Into The Wild – 2007 (Na Natureza Selvagem)

into_the_wild Quem não gostaria de sair por aí vagabundeando por uns bons dois ou quem sabe cinco aninhos?

Trabalhando em qualquer coisa, por alguns meses e depois cair na estrada e viajar sem rumo em busca de aventura e liberdade.

Em 1998 foi publicado o livro “Na Natureza Selvagem”de Jon Krakauer que retratava a vida e morte de Christopher McCandless, um garoto de 23 anos que abriu mão de sua riqueza e identidade e adotou o nome “Alexander Supertramp” e iniciou a busca do verdadeiro significado de liberdade.

Sean Penn, que dirigiu o filme, viu o livro de Krakauer e teve uma reação imediata e forte. “Li a obra do início ao fim duas vezes antes de ir dormir. Então, no dia seguinte, acordei e fui logo ver se conseguia obter os direitos. Considerei a história profundamente cinematográfica em relação aos personagens e às paisagens”, conta o ator e diretor. Mas, ainda profundamente sentidos e tentando recuperar-se do falecimento do filho, os McCandless, que foram abordados não só por Penn, mas por uma série de diretores, não tomaram nenhuma decisão. “A família não estava pronta para permitir que o filme fosse feito, mas Sean, muito empolgado, manteve-se em contato com eles”, lembra o produtor Bill Pohlad. Dez anos depois da primeira tentativa de Penn em obter os direitos, finalmente o telefone tocou. Eles aceitaram!

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Ao assistir o trailer parece um filme meio bobo, mas não é. O longa é excelente, tem paisagens de vários lugares dos EUA e a atuação do ator Emile Hirsch [Speed Racer (2008), Alpha Dog (2006) e The Girl Next Door (2004)], que interpreta Christopher McCandless é notável, tanto que nos colocamos em seu lugar em muitos momentos do filme. E para fechar com chave de ouro, o ator Hal Holbrook [Men of Honor (2000), The Firm (1993) e I Hate to See That Evening Sun Go Down (2008)] que interpreta com excelência o personagem Ron Franz, a cena em que ele se despede de Hirsch é de derramar lágrimas, nossa fiquei de coração partido. Essa atuação lhe rendeu uma indicação ao OSCAR 2008 para “Melhor Ator Coadjuvante”. Assistam, é uma ótima lição de vida!

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.intothewild.com/

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