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TRAMA INTERNACIONAL – 2009 [The International]

Naomi Watts e Clive Owen Pouca Sintonia…

Em Cartaz

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Gênero: Suspense e Drama
Censura: 16 anos
Duração: 118 min
Direção: Tom Tykwer
Com: Clive Owen, Naomi Watts, Armin Mueller-Stahl, Jack McGee, Angelina Aucello, Ulrich Thomsen, Brian F. O’Byrne, Patrick Baladi, Remy Auberjonois, Victor Slezak, Ty Jones, Luca Calvani, Luca Barbareschi, Amy Kwolek.
Local de Filmagem:
59th Street Bridge, Manhattan, New York City, New York, USA; Autostadt, Wolfsburg, Lower Saxony, Germany; Berlin, Germany; Hauptbahnhof, Berlin, Germany; Istanbul, Turkey; Jüdisches Museum, Kreuzberg, Berlin, Germany; Midtown, Manhattan, New York City, New York, USA; Milan, Lombardia, Italy; New York City, New York, USA; Solomon R. Guggenheim Museum – 1071 Fifth Avenue, Manhattan, New York City, New York, USA e Studio Babelsberg, Potsdam, Brandenburg, Germany.

Produção: Lloyd Phillips, Charles Roven, Richard Suckle,
Roteiro: Eric Singer
Fotografia: Frank Griebe
Trilha Sonora: Reinhold Heil, Johnny Klimek, Tom Tykwer
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SINOPSE
A trama acompanha a trajetória de um agente da Interpol interpretado por Clive Owen [Elizabeth: The Golden Age (2007), Shoot ‘Em Up (2007) e Sin City (2005) / Sin City 2 (2010)] que investiga uma instituição financeira suspeita que financia o  tráfico de drogas, armas e práticas de terrorismo. Naomi Watts [Funny Games U.S. (2007), King Kong (2005) e Eastern Promises (2007)] vive uma promotora de justiça de Manhattan que o auxilia na empreitada.

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CRÍTICA
Do mesmo diretor de Perfume: The Story of a Murderer (2006), Tom Tykwer errou na escolha do casal, Naomi Watts e Clive Owen, bem como na execução do longa, que de longe é extremamente chato e difícil de se conectar com a trama, que demora a se desenrolar e quando o faz, se perde entre um roteiro mal escrito e um elenco sem sintonia.

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A primeira vista o filme atrai, e muito, mas infelizmente decepciona mais, começa pela falta de sintonia do casal Naomi Watts e Clive Owen, cujos personagens tem uma relação superficial e pouco explorada, bem como o universo de cada um deles que tão pouco é revelado ao ponto de criar uma conexão com o público, tornando quase impossível seguir a trama sem olhar no relógio algumas várias vezes.

Apesar de ser um tema pouco explorado, do ponto de vista Instituição Financeira x Política x Guerra (Revolução), nada de novo nos é apresentado, ficando um certo ar de “só isso” – no entanto a fotografia do filme é muito atraente, com ares de 007, passando por vários países da Europa, mas sem as perseguições frenéticas de Bond, apenas pontos da trama, que de alguma forma deveriam complementar o enredo, mas não o fazem com eficácia, criando mais pontos de distração do que de conexão.

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Esperem para assistir em DVD, sem dúvida alguma o longa metragem não merece ser assistido nos cinemas. Mas para aqueles que ainda assim querem arriscar, escolham um horário bem cedo, pois assim quando acabar, dará tempo de pegar outra sessão para assistir algo que realmente valha apena!

bom filme!

roberta vieira

www.everybodypays.com/

www.sonypictures.com/movies/theinternational/site/

www.sonypictures.co.uk/movies/theinternational/

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Confira o trailer abaixo.

The International – 2009

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Balls of Fury – 2007 (Bolas de Pânico)

Pingue-Pongue Criminoso em Comédia Meia-Boca…

balls_of_fury_ver2 Direção: Robert Ben Garant
Com: Dan Fogler, Masi Oka, Christopher Walken, Maggie Q, Jason Scott Lee, Terry Crews, David Koechner, Aisha Tyler, Patton Oswalt, Diedrich Bader, Cary-Hiroyuki Tagawa, Thomas Lennon, George Lopez, James Hong, Kerri Kenney, David Proval.
Produção: Gary Barber, Roger Birnbaum, Ben Garant, Jonathan Glickman
Roteiro: Ben Garant, Thomas Lennon
Fotografia: Thomas E. Ackerman
Local de Filmagem: Los Angeles, California, USA
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Intrepid Pictures/ Rogue Pictures/ Spyglass Entertainment

Com estréia prevista para 9 de Janeiro de 2009 nas salas de cinema UCI Cinemas e 21 de Fevereiro de 2009 nas salas de cinema Cinemark, “Bolas de Pânico” já teve sua estréia em 2007 nos EUA e somente agora chega aos cinemas brasileiros, e pelo visto uma franquia chegou na frente da outra!

Randy Daytona, interpretado por Dan Fogler [Good Luck Chuck (2007), Horton Hears a Who! (2008) (voz) como Councilman/ Yummo Wickershame e  Kung Fu Panda (2008) (voz) como Zeng] é um campeão de pingue-pongue habilidoso e carismático, mas uma falha nas Olimpíadas de Seoul, em 1988, leva ao assassinato de seu pai. Atormentado pela culpa e pelo arrependimento, o antigo ícone do esporte está agora completamente esquecido.

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Mas tudo muda quando o FBI o chama para se infiltrar em uma organização de pingue-pongue perigosa e ultra-secreta chefiada pelo assassino de seu pai, o maldoso e estiloso Feng, interpretado por  Christopher Walken [Hairspray (2007), Click (2006) e Wedding Crashers (2005)].

É um jogo de vida ou morte, mas Randy decide dar a volta por cima. Porém, para se preparar para esta última batalha, ele precisa da orientação do Mestre Wong interpretado por James Hong [Shanghai Kiss (2007), The Art of War (2000) e Kung Fu Panda (2008) (voz) como Mr. Ping] e de sua bela filha Maggie, interpretada por Maggie Q  [New York, I Love You (2008), Live Free or Die Hard (2007) e Mission: Impossible III (2006)] para redescobrir o jogo que ele amava e aprender o verdadeiro significado do pingue-pongue!

BALLS OF FURY

Não tem muito o que falar sobre esse filme, além do tremendo mal gosto, péssima direção, atuação e um enredo extremamente banal, parece até trabalho de pré-adolescentes da oitava série de escolas…

Sem sombra de dúvidas é uma comédia para ser vista em DVD, ainda assim é uma grande perda de tempo, pois o filme é muito sem graça e com uma história ridícula, além de atores de quinta categoria, exceto pelo ator Christopher Walken que faz comédia como poucos. Infelizmente esse longa é uma grande roubada, mas tem quem vai curtir,  ou tem aqueles que querem assistir a um filme no cinema e está tudo lotado, bom então arrisque, mas depois não fala que eu não avisei!

bom filme e boa sorte!

roberta vieira

http://www.ballsoffury.com/

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Confira o trailer abaixo

Balls of Fury – 2007 (Bolas de Pânico)

 

 

 

Max Payne – 2008

Mais Um Fiasco de Wahlberg…

Layout 1 (Page 1) Direção: John Moore
Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Donal Logue, Chris O’Donnell, Nelly Furtado.
Local de Filmagem: Bay Station – 64 Bloor Street West, Toronto, Ontario, Canada (subway); Hamilton, Ontario, Canada; Loblaws Warehouse, Toronto, Ontario, Canada; Toronto Film Studios, Toronto, Ontario, Canada (studio); Toronto, Ontario, Canada; Union Station, Toronto, Ontario, Canada e Yorkville, Toronto, Ontario, Canada.
Produção: Scott Faye, Julie Yorn
Roteiro: Shawn Ryan, Sam Lake, Beau Thorne
Fotografia: Jonathan Sela
Trilha Sonora : Marco Beltrami
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Abandon Entertainment/ Collision Entertainment/ Dune Entertainment/ Firm Films

Do mesmo diretor de “Flight of the Phoenix (2004)” ou “O Voo da Phoenix“, John Moore e a 20th Century Fox são os responsáveis por levar a história do gameMax Payne” para os cinemas. O jogo, lançado para PC em 2001, vendeu mais de 5 milhões de cópias nos EUA e em 2003 fora lançado a continuação para PC e consoles.

O game foi o primeiro a reproduzir o efeito “bullet time” criado por “Matrix”, o que deve promover a repetição do seu uso nos cinemas depois da trilogia dos irmãos Wachowski.

MAX PAYNE conta a história de um policial que decide agir por conta própria, decidido a encontrar os responsáveis pelo brutal assassinato de sua família. Obcecado por vingança, sua investigação o conduz por uma jornada alucinante, em um submundo sombrio. À medida que se aprofunda no mistério, Max interpretado por Mark Wahlberg [The Brazilian Job (2011), The Happening (2008) e  We Own the Night (2007)], se vê forçado a combater inimigos sobrenaturais e a enfrentar uma traição inimaginável.

Payne persegue seu maior inimigo ao lado de seus inimigos, que são inimigos de seu maior inimigo, confuso? Simples, Payne se junta à chefona da máfia Russa, Mona Sax, interpretada por Mila Kunis [Forgetting Sarah Marshall (2008), “That ’70s Show” como Jackie Burkhart e After Sex (2007)], juntos eles vão vingar a morte da família de Payne e da irmã de Mona, Natasha Sax, interpretada por Olga Kurylenko [Quantum of Solace (2008), Hitman (2007) e Paris, je t’aime (2006)].

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Max Payne vai agradar os fãs (jovens) do game, mas nem tanto os fãs do astro Mark Wahlberg que mais uma vez deixou a desejar bastante. O problema é a escolha do papel e do filme, como por exemplo em “Fim dos Tempos” [The Happening] em que além de seu personagem ser absurdamente ridículo, o filme é uma verdadeira bomba.

Ao contrário disso, Mas Payne não é de todo ruim, é um suspense standard, com muita ação e um enredo mal executado, com um ar noir e com um “Q” de ficção, que no final das contas é creditado às drogas – ponto mal explorado no filme.

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Max ou Mark tem pouquíssimas falas no filme, assim  como em “Fim dos Tempos” (The Happening), Mark só abre a boca para falar bobagens e de resto é só pancadaria, tiroteios, perseguições, alucinações e muito, muito mal humor por parte do personagem. Continuamos fãs de Mark e continuamos a acreditar que o próximo longa vai ser melhor, afinal ele já fez bons trabalhos antes.

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Vale comentar que a história foi mal explorada, particularmente eu não conheço o game, nunca joguei, mas existem outros filmes que foram baseados em games, como por exemplo os dois filmes de “Lara Croft: Tomb Raider (2001)” e “Lara Croft Tomb Raider: The Cradle of Life (2003)”, que são excelentes, básicos mas muito bem executados, ao contrário desse que tinha tudo para ser algo bem melhor do que realmente é. Confira nas salas de cinemas, é no máximo uma distração.

bom filme!

roberta vieira

http://www.maxpaynethemovie.com/

http://www.maxpaynefilme.com.br/

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Confira o trailer abaixo

Max Payne – 2008

 

Max Payne Kung Fu 3.0 – GAME

Body of Lies – 2008 (Rede de Mentiras)

DiCaprio e Crowe, Deu Muito Certo!

body_of_lies Direção: Ridley Scott
Com: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong, Vince Colosimo, Carice van Houten, Ali Suliman, Ben Youcef, Michael Gaston, Oscar Isaac, Omar Berdouni, Jennifer Rouse, Alexander von Roon, Clara Khoury.
Local de Filmagem:  Annapolis, Maryland, USA; Baltimore, Maryland, USA; Gaithersburg, Maryland, USA; Ouarzazate, Morocco; Rabat, Morocco; Washington Dulles International Airport – 45020 Aviation Drive, Sterling, Virginia, USA; Washington, District of Columbia, USA e White House – 1600 Pennsylvania Avenue NW, Washington, District of Columbia, USA.
Produção: Donald De Line, Ridley Scott
Roteiro: William Monahan, baseado em livro de David Ignatius
Fotografia: Alexander Witt
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: De Line Pictures/ Scott Free Productions

Em cartaz nos cinemas de todo Brasil, “Body of Lies” – “Rede de Mentiras” é uma excelente pedida entre as estréias desse final de 2008.

Para os freqüentadores assíduos das salas de cinemas, esse longa metragem é um prato cheio, Leonardo DiCaprio e  Russell Crowe sob direção de Ridley Scott, tá bom ou quer mais?

Roger Ferris, interpretado por  Leonardo DiCaprio  [Revolutionary Road (2008), Blood Diamond (2006) e Catch Me If You Can (2002)] (Leonardo DiCaprio), é um ex-jornalista que passa a trabalhar como agente da CIA. Ferris é enviado à Jordânia por Ed Hoffman, interpretado por Russell Crowe [American Gangster (2007), 3:10 to Yuma (2007) e A Good Year (2006)], um ambicioso chefe da agência de espionagem, para ajudar na captura de um líder do grupo terrorista Al Qaeda. Ferris se vê encrencado quando passa a plantar um falso rumor de que o terrorista está recebendo apoio dos norte-americanos.

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Curiosidades – O Irã proibiu uma famosa atriz de deixar o país depois que ela participou do filme sem a permissão das autoridades iranianas, informou a agência oficial de notícias dos país, a Irna. A proibição foi imposta depois que a atriz Golshifteh Farahani, de 25 anos, participou do filme “Rede de Mentiras“. Farahani é a primeira atriz iraniana a participar de um filme de Hollywood. A Irna disse que atores e atrizes iranianos precisam obter uma permissão do Ministério da Cultura antes de aparecer em filmes estrangeiros.

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Durante as cenas ambientadas em Munique (na verdade filmadas nos Estados Unidos), o tráfego de veículos foi interrompido. Sinais de trânsito em inglês foram substituídos por outros escritos em alemão. A população local, antes acostumada a ver placas com os dizeres “Central Avenue” ou “Washington Street”, passaram a conviver com outras trazendo “CharlottenStraBe”.

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O filme é muito bom, não deixa nada a desejar e é extremamente envolvente, ou seja, quando a trama é exposta para nós, passamos a viver todo o drama com o personagem do DiCaprio, o enredo é intenso, muito bem executado e a direção é excelente, afinal estamos falando de Ridley Scott que dirigiu “A Good Year (2006)” e “American Gangster (2007)”, ambos  estrelado por Russell Crowe – é uma relação de ator/diretor que dá muito certo!

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Sugestão, assistam nos cinemas, é imperdível, mas não esqueçam que é um gênero de filme bastante comum, terrorismo, locais áridos, religião, política e USA… Portanto não esperem originalidade, mas sim uma boa história com uma excelente direção.

bom filme!

roberta vieira

http://bodyoflies.warnerbros.com/index.html

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Confira o trailer abaixo

Body of Lies – 2008 (Rede de Mentiras)

Traitor – 2008 (O Traidor)

Conflitos no Oriente Médio

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Direção: Jeffrey Nachmanoff
Com: Guy Pearce, Don Cheadle, Jeff Daniels, Neal McDonough, Saïd Taghmaoui, Archie Panjabi, Simon Reynolds, Lorena Gale, Jonathan Walker, Alexandra Castillo.
Website oficial: www.traitor-themovie.com
Produção: Don Cheadle, David Hoberman, Kay Liberman, Todd Lieberman, Chris McGurk, Danny Rosett, Jeffrey Silve
Roteiro: Steve Martin
Fotografia: J. Michael Muro
Local de Filmagem: Chicago –  Illinois – USA; França; Marrocos; Hamilton, Ontario, Canada e Toronto, Ontario, Canada   
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Crescendo Productions/ Mandeville Films/ Overture Films

Roy Clayton, interpretado por  Guy Pearce [Factory Girl (2006), The Time Machine (2002) e The Count of Monte Cristo (2002)] é um agente do FBI que lidera as investigações de uma perigosa conspiração internacional. Uma pista faz com que entre em seu foco Samir Horn, interpretado por Don Cheadle [Ocean’s Thirteen (2007), After the Sunset (2004) e Hotel Rwanda (2004)], um ex-capitão de operações especiais do exército norte-americano.

Misterioso, Horn é responsabilizado quando uma grande operação fracassa. Isto faz com que ele desapareça antes que qualquer um o escute, o que gera a criação de uma força-tarefa formada por diversas agências, com o objetivo de encontrá-lo.

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É quando Carter, interpretado por Jeff Daniels [RV (2006), Good Night, and Good Luck. (2005) e Pleasantville (1998)], um veterano da CIA, e Max Archer, interpretado por  Neal McDonough [The Seed (2009), I Know Who Killed Me (2007) e 88 Minutes (2007)], um agente do FBI, são incumbidos da missão.

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Sugestão, esperem sair em DVD, não é um  longa-metragem com ação em alto nível (tem ação médio nível) ao contrário, tem um alto nível de drama emocional e moral, bem como político e religioso. É um filme pesado, com diálogos intensos, muitas vezes cansativos, devido ao conteúdo.

O filme é extremamente “areia”, no sentido cenário e cor, com aqueles ambientes “Oriente Médio” – países áridos, interrogatórios com torturas, quem está defendendo/culpando quem – CIA, FBI, U.S. Special Operations.

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É um longa que não agrada a todos, acredito que uma minoria, já que é um enredo voltado para o drama do Oriente Médio – guerra, espionagem, religião, etc. Com tantas estréias previstas para esse final de ano, “O Traidor” é uma sugestão para ver em DVD. Particularmente – cansativo e sem originalidade, afinal de contas estamos fartos de filmes com esses temas!

bom filme!

roberta vieira

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Confira o trailer abaixo

Traitor – 2008 (O Traidor)

 

Leia a crítica abaixo de Thiago Siqueira – é uma visão muito parecida com a minha, no entanto ele escreveu brilhantemente um texto melhor e mais completo.

Um bom thriller com ação, “O Traidor” se apóia na ótima atuação de Don Cheadle e em uma abordagem menos “preto e branco” do conflito ocidente vs. jihad para se sobressair na onda de filmes sobre os conflitos no Oriente Médio.

Certa vez, fui bastante criticado por minhas opiniões sobre o filme “O Reino”, já que elogiei bastante por suas qualidades técnicas e narrativas, mesmo que não tenha tocado muito na delicada questão política e religiosa envolvida na história da fita – cujo maior enfoque era a ação. Pois bem, este “O Traidor” tira os holofotes da ação e os coloca justamente na cegueira ideológica tanto da parte dos “imperialistas americanos” quanto do lado das “jihads muçulmanas”. A despeito de ser um filme sincero e bastante sensível com ambos os lados do conflito, não se trata de uma película perfeita, mas que possui a melhor abordagem para lidar com um assunto tão delicado.

É mais impressionante ainda que a delicadeza em abordar esse tema tenha partido do co-roteirista e produtor executivo Steve Martin que, descontando algumas besteiras nas quais vem desperdiçando o seu tempo, mostra que é um homem bastante atento às questões do seu tempo e à própria condição humana.

Trabalhando ao lado do roteirista e diretor Jeffrey Nachmanoff, os dois nos mostram a história de um homem que está atrelado aos dois lados do conflito. Samir Horn (Cheadle) é um homem cuja vida fora sempre dividida. Nascido de pai do Oriente Médio e mãe americana, ele viu seu progenitor falecer cedo, vítima de um atentado em seu país natal, tendo vindo para os EUA após tal tragédia. Indubitavelmente um homem bom e religioso, seguindo de perto os preceitos do Alcorão, por algum motivo ele começou a se relacionar com as facções extremistas de sua religião, vendendo explosivos para as Jihads.
Preso em uma operação com participação do FBI, ele acaba ganhando o respeito e a amizade de Omar (Saïd Taghmaoui), um dos homens de confiança de um dos terroristas mais procurados do mundo. Após uma fuga da prisão, Samir se vê trabalhando para uma perigosa organização terrorista junto ao seu novo amigo, enquanto é perseguido pelo agente do FBI Roy Clayton (Guy Pearce).
O roteiro de Martin e Nachmanoff é hábil em trabalhar com os dois lados desta “nova cruzada”, sem deixar ninguém na posição de mocinhos ou bandidos de maneira escancarada. Neste conflito, nenhum dos líderes vê em perdas civis algo inaceitável, querendo apenas obter vitória nesta guerra. Deste modo, Samir se vê na posição inaceitável de compactuar com algo que vai contra sua crença religiosa, afinal “matar um homem inocente é como matar a humanidade inteira”.

O personagem se torna ainda mais complexo graças à hábil interpretação de Don Cheadle, que, em cada inflexão, diálogo e até na postura de Samir, mostra a dúvida daquele homem sobre a moralidade de suas atitudes. A química do ator com o talentoso francês Saïd Taghmaoui transforma a amizade entre o protagonista e Omar em algo real, tornando os conflitos de Samir ainda mais presentes.

Guy Pearce não tem grandes dificuldades interpretando o agente especial Clayton, tendo em vista que viver homens da lei corretos ficou fácil para o homem que deu vida ao policial Ed Exley no inesquecível “Los Angeles Cidade Proibida”. Embora Clayton não seja tão complexo quanto Exley, o talento de Pearce ainda se faz notar. O ótimo Jeff Daniels se vê desperdiçado pelo roteiro, já que seu interessante personagem, o dúbio Carter, pouco aparece em cena, embora possua algumas das melhores cenas do filme.

Um dos grandes problemas da produção está na inexperiência de Jeffrey Nachmanoff como diretor. Embora, como tenha dito anteriormente, as cenas de ação não sejam o principal ponto do filme, elas são parte importante da película, sendo uma pena que o cineasta não saiba trabalhar muito bem com elas, fazendo com que o impacto dramático de algumas seqüências se perca. Além disso, o último ato do projeto foi extremamente equivocado – para não dizer covarde – sendo pouco condizente com o resto da película, o que é uma pena.

Contando ainda com um bom trabalho de direção de fotografia por parte de J. Michael Muro, “O Traidor” poderia ter sido um filme inesquecível, por ser o mais sincero possível em relação aos pecados americanos em relação ao conflito no Oriente Médio. Entretanto, faltou coragem para dar mais contundência ao esforço.

Blindness – 2008 (Ensaio Sobre a Cegueira)

Luz no Final do Túnel… 

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Direção: Fernando Meirelles
Com: Mark Ruffalo, Julianne Moore, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura.
Website oficial: www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br
Estúdio: O2 Filmes / Rhombus Media / Bee Vine Pictures
Distribuição: 20th Century Fox Brasil / Miramax Films
Roteiro: Don McKellar, baseado em livro de José Saramago
Produção: Andrea Barata Ribeiro, Niv Fichman e Sonoko Sakai
Música: Marco Antônio Guimarães
Fotografia: César Charlone
Desenho de Produção: Matthew Davies e Tulé Peake
Direção de Arte: Joshu de Cartier
Figurino: Renée April
Edição: Daniel Rezende

Do mesmo diretor de Cidade de Deus (2002) e The Constant Gardener (2005), ambos os filmes nomeados ao Oscar, “Blindness” ou “Ensaio Sobre a Cegueira” está em cartaz nos cinemas dos principais estados brasileiros desde 12 de Outubro de 2008, e é o longa metragem com “um ambiente multiétnico bastante propício tanto ao caráter multinacional da produção quanto à universalidade da parábola de Saramago. Há personagens de três raças, atores de distintas latitudes e locações distribuídas entre três países.” (Brasil, Canadá e Uruguai) – trecho escrito por  CARLOS ALBERTO MATTOS (Uma Luz Forte, Mas Breve – 12/9/2008).

O longa trata uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira que atinge uma cidade – que não fora identificada no filme. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários.

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Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher do médico – que não possui nome na história e é interpretada por Julianne Moore [Shelter (2009), Hannibal (2001) e The Forgotten (2004)], ela é esposa do Doutor – que também não possue nome na história, interpretado por Mark Ruffalo [Shutter Island (2009), Reservation Road (2007) e Zodiac (2007)], que é um médico oftalmologista e responsável pelo atendimento do primeiro infectado.

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A mulher do médico não que ficar afastada dele durante a quarentena, sendo obrigada a permanecer no isolamento junto com o mesmo e com todos os infectados pela cegueira, o que é uma ironia, já que ela é a única pessoa que pode estabelecer qualquer ordem mínima no local.

O filme ainda conta com mais três nomes de peso, a brasileira Alice Braga [Redbelt (2008) e I Am Legend (2007)], o astro Gael García Bernal [Babel (2006) e Diarios de motocicleta (2004)] e Danny Glover [Saw V (2008) e Lethal Weapon 4 (1998)].

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“Ensaio sobre a Cegueira” é uma obra literária de José Saramago,  famoso escritor português e para aqueles que já leram o livro, vale a pena assistir ao filme, não comparem filme com livro, são artes diferentes que propõe emoções diferentes, é a mesma história, mas contada sob o ponto de vista de Feranado Meirelles.

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Excelente e muito diferente do que era esperado, mas extremamente interessante, prende do começo ao fim. Tem uma visão focada no grupo de pessoas em quarentena e não no caos da cidade. Isso torna a história misteriosa pois quase não vemos como a cidade e o mundo está lidando com o fato, do ponto de vista do caos.

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Estar cego em um mundo de cegos não torna as pessoas mais amenas, mais receptivas ou até mesmo mais humildes, ao contrário disso, as pessoas se tornam mais agressivas, obscuras e violentas.

Assistam, é uma boa pedida entre os lançamentos da temporada. Lembrem, não é um filme no estilo gringo americanizado, é um longa metragem limpo, sem efeitos e inclusive nenhum personagem tem nome!

bom filme!

roberta vieira

http://www.blindness-themovie.com/

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Confira o trailer abaixo

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007 – Quantum of Solace – 2008

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James Bond Precisa de Prozac!

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Direção: Marc Forster
Com: Daniel Craig, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Joaquín Cosio, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Gemma Arterton.
Website oficial: www.007quantumofsolace.com.br
http://www.007.com

Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson
Roteiro: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade
Fotografia: Roberto Schaefer
Trilha Sonora : David Arnold
Distribuidora: Columbia Pictures
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)/ Columbia Pictures/ Danjaq/ Eon Productions/ United Artists

Em cartaz em todo território nacional, “007 – Quantum of Solace” deixa a desejar.

Este é o 22ª filme baseado na história do agente secreto criado pelo escritor britânico Ian Fleming, e contará mais uma vez com Daniel Craig [The Golden Compass (2007) e The Invasion (2007)], o mesmo astro que encarnou James Bond em “Casino Royale” (2006).

Bond se apaixonou perdidamente por Vesper e foi traído por ela, cruelmente –  foi assim que terminou “007Casino Royale“, James Bond devastado por uma mulher.

Perseguindo sua determinação de descobrir a verdade, Bond e M, interpretada por  Judi Dench [Notes on a Scandal (2006), Pride & Prejudice (2005) e Shakespeare in Love (1998)], interrogam o Sr. White, interpretado por  Jesper Christensen [The Interpreter (2005)], que revela que a organização que chantageou Vesper é mais complexa e perigosa do que se podia imaginar.

A inteligência forense liga um traidor do MI6 a uma conta bancária no Haiti onde um caso de identidades trocadas apresenta Bond à bela mas valente Camille, vivida por  Olga Kurylenko [Max Payne (2008), Hitman (2007) e Paris, je t’aime (2006)], uma mulher que busca sua própria vingança. Camille leva Bond diretamente para Dominic Greene, interpretado por Mathieu Amalric [Scaphandre et le papillon, Le (2007), Marie Antoinette (2006) e Mesrine: L’ennemi public n° 1 (2008)], um brutal homem de negócios e uma das maiores forças dentro da misteriosa organização.

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Em uma missão que o leva para a Áustria, Itália e América do Sul, Bond descobre que Greene, conspirando para obter total controle sobre um dos mais importantes recursos naturais do mundo, está forjando um acordo com o exilado General Medrano Joaquín Cosio [Arráncame la vida (2008)]. Usando seus associados na organização e manipulando seus poderosos contatos dentro da CIA e do governo britânico, Greene promete derrubar o regime existente em um país latino-americano, dando ao General o controle daquele país em troca de um aparentemente inútil pedaço de terra.

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Em um campo minado de traições, assassinatos e mentiras, Bond, busca ajuda de um velho amigo e ex MI6, Mathis, interpretado por  Giancarlo Giannini [A Walk in the Clouds (1995), Hannibal (2001) e Darkness (2002)], para juntos descobrirem a verdade.

Para os fãs de “007” ou “Bond, James Bond”, o longa metragem deixa a desejar bastante, não que o filme seja ruim ou mal feito, ou coisa do gênero, a verdade é que é um suspense/policial standard.

Quem não lembra dos momentos de 007 com mais glamour, mais charme, mais emoção e um perigo mais assustador e menos político – aí lembramos de Pierce Brosnan [Mamma Mia! (2008), Butterfly on a Wheel (2007), The Thomas Crown Affair (1999) e Laws of Attraction (2004)] no papel do agente autorizado para matar em Tomorrow Never Dies (1997), o mesmo Bond, só que um James menos obscuro…

Nesse filme, Bond é um homem com dor de amor que busca vingança e no caminho descobre uma organização criminosa, que ao meu ver é mal explicada no filme, que quer monopolizar recursos naturais, como água,  para controlar países do terceiro mundo. Dentro desse contexto, a história se resume a perseguições nada originais – não bastasse as perseguições por terra e mar, Bond agora salta de um prédio a outro como se ele tivesse 20 anos de idade, sem quebrar nada…

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O filme todo é um festival de Le Parkour (por vezes abreviado como PK) ou l’art du déplacement (em português: arte do deslocamento) é uma atividade com o princípio de se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar alguém a superar obstáculos que poderão ser qualquer coisa no ambiente circundante — desde ramo de árvores e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em ambas áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como Traceur e mulheres como Traceuses.

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As mulheres não são mais beldades como nos filmes mais antigos de James Bond, são atrizes pouco conhecidas que interpretam mulheres altamente capacitadas intelectualmente e fisicamente, mas bancam verdadeiras putas o filme todo. É incrível como não vemos atrizes de peso em papéis de mulheres de Bond.

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No mais, o filme é puro frenesi, no modo standard,  com uma belíssima fotografia, que sem dúvida faz toda a diferença em um “longa-bond” sem o brilho de James… Assistam no cinema, é no mínimo divertido.

bom filme!

roberta vieira

Quantum of Solace 007 2008

Confira o trailer abaixo

007 – Quantum of Solace – 2008