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Pathology – 2008

pathology_01 Após uma breve pesquisa na internet, não vi nenhuma publicação do lançamento desse longa metragem no Brasil, tanto nos cinemas quanto em DVD. No entanto esse filme fora lançado direto em DVD em alguns países latinos, bem como nos cinemas dos USA e UK. Já aqui no Brasil, o único jeito de assistir é via torrent. Para os malucos por terror como eu, o longa é uma boa pedida. 

“Pathology” é puro suspense e sangue, muito sangue e corpos, ou melhor cadáveres, bem abertos e expostos, como raramente se vê em filmes standard de suspense e terror. É ideal para quem tem sangue frio. Não que seja isso o filme todo, não é não.

A história do filme envolve um grupo de jovens estudantes de medicina (patologia) que arma um “jogo” para ver quem consegue desvendar durante a autópsia perital, a causa da morte. O diferencial do jogo é que cada um do grupo deve providenciar um cadáver com uma morte misteriosa, o que leva o grupo a cometer crimes perfeitos, crimes  que nem mesmo um patologista possa desvendar. Como esperado, a brincadeira ultrapassa os limites e se torna um verdadeiro pesadelo para todos os envolvidos.

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Estão no elenco Milo Ventimiglia[“Heroes” como Peter Petrelli, Rocky Balboa (2006) e The Chaos Theory (2008)], que vive o personagem principal, Ted Grey que está fazendo residência no melhor hospital da cidade e está noivo de Gwen Williamson, interpretada pela estrela desaparecida do cinema e da TV Alyssa Milano [“Charmed” como Phoebe Halliwell, Kiss the Bride (2002) e “Melrose Place” como Jennifer Mancini].

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Depois vem o grupo de residentes que formam o drama todo com o casal, são eles: a atriz Lauren Lee Smith [The Last Kiss (2006), “The L Word” como Lara Perkins e Trick ‘r Treat (2008)], Johnny Whitworth [“CSI: Miami” como Detective Jake Berkeley, 3:10 to Yuma (2007) e  Factory Girl (2006)], Michael Weston [The Last Kiss (2006) e The Dukes of Hazzard (2005)], Mei Melançon [X-Men: The Last Stand (2006), Loaded (2008) e Shrink (2009)] e Keir O’Donnell [Amusement (2008) e “Lost” como Thomas].

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O roteiro foi escrito pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, os mesmos por trás do filme de ação “Crank (2006)”, enquanto Marc Schoelermann faz o seu debut na cadeira de diretor da produção. Durante a convenção Comic-Con de 2007, numa festa exclusiva para editores de sites sobre cinema, a MGM mostrou o trailer de “Pathology”. Com cara de vídeo amador, mostra os personagens do filme, médicos legistas, encenando um diálogo do cult “Napoleon Dynamite” com cadáveres!

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Eles brincam com corpos pré-ou-pós autopsia. Mexem sem superstição, ética, medo, pudor ou respeito nesses corpos que um dia tiveram vida.  É tão bizarro imaginar que isso é possível de acontecer em uma sala de autópsia (ou em qualquer outro lugar), que este filme torna-se desde já vedete de admiradores de uma tão audaz produção audiovisual.

O longa é muito bom, mas também não é o filme do ano, mesmo com a originalidade da história. Classificá-lo como terror é meio ousado, pois terror exige um nível de pavor e nervosismo que nesse filme não passamos. É mais um suspense com muito sangue e exposição de cadáveres com uma elaborada busca dos personagens em cometer o crime perfeito.

Se vale a pena, como certeza, mas não esqueçam, torrent é por enquanto a única maneira de assistir.

Confira o trailer abaixo.

bom filme e bom sustos!

roberta vieira

http://www.enterpathologylab.com/

http://www.myspace.com/pathologymovie08

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La Môme / La Vie en Rose – 2007 (Piaf – Um Hino ao Amor)

La vie_en_rose A estréia desse longa metragem foi exatamente há um ano atrás, 12 de Outubro de 2007. Antes de falarmos desse longa fantástico, deixem-me contar umas poucas curiosidades sobre essa magnífica cantora francesa, Edith Piaf, a interprete da famosa música romantica, “La Vie en Rose”, que é o título original desse filme que ganhou três indicações ao OSCAR 2008 e levou a estatueta pela categoria de Melhor Atriz.

Em 1935, Édith Giovanna Gassion conheceu Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny’s, situado na avenida Champs Élysées, em Paris. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou de “la Môme Piaf”, uma expressão francesa que significa “pequeno pardal” ou “pardalzinho”, pois ela tinha uma estatura baixa (1,42). Daí saiu o título alternativo do longa, “La Mome”.

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O longa retrata a vida de Edith Piaf com excelencia em todos os minutos dele. Marion Cotillard é a estrela que interpreta Piaf. Cotillard também atuo em outros longas como A Good Year (2006), Taxi 3 (2003) e Nine (2009) (em produção). A atriz francesa foi indicada ao OSCAR 2008 pela categoria de “Melhor Atriz” e levou o prêmio. Para quem já assistiu ao longa, sabe, sem sombra de dúvidas que ela é definitivamente Edith Piaf, ou melhor foi por duas horas de filme. Sua interpretação é impecável, é quase como assistir a própria Piaf, lógico que temos um figurino e maquiagem que transformam a atriz em Edith Piaf, mas não foi uma grande transformação estética, pois a atriz tem os trejeitos da cantora, o que facilitou à mesma que se fundisse a imagem de Edith.

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Quem vive o Louis Leplée é o renomado ator Gérard Depardieu que também atuou em Astérix aux jeux olympiques (2008), The Man in the Iron Mask (1998/I) e Cyrano de Bergerac (1990).

O longa vai de Piaf pequena a Paif em sua morte, entre vai e vens de épocas, podemos ver os impactos de sua infância em sua velhice. De saúde frágil, ela vive com a mãe, uma cantora de rua, que deixa a deixa em casa sem comer para a morte. Um dia seu pai volta de suas viagens e encontra a menina quase morta, ele a leva para ser criada pela avó em um bordel. Quando já estava se acostumando com a vida que levava, foi arrastada pelo pai, um contorcionista, para segui-lo em exibições de circo.

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Não demorou muito para que a jovem descobrisse seu talento na música. Depois de crescida e independente de seu pai, Edith segue inconscientemente os passos da mãe, cantando nas ruas em troca de moedas. Porém, sua experiência adquirida nas apresentações com seu pai e nos cabarés que freqüentou permite que sua voz chame a atenção de todos os que a escutam.

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Não demora a ela começar a consolidar sua carreira, mas não de uma forma fácil. Sempre enfrentando problemas com seus vícios e dramas pessoais, ela não consegue se realizar a não ser na música. Isto não impede que Edith Piaf se torne uma das maiores cantoras de todos os tempos. “Piaf – Um Hino ao Amor” conta a história real da intérprete de canções como La Vie en Rose e Non, Je Ne Regrette Rien.

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A idéia do filme nasceu quando o diretor Oliver Dahan viu uma foto da juventude de Edith e percebeu que quase ninguém sabia nada sobre essa época de sua vida. Devido à inúmeros problemas como o envolvimento com cafetões ou uma suspeita de assassinato, ela raramente falava sobre antes de se tornar a famosa Edith Piaf.

O filme é sensacional, é dinâmico, repleto de músicas de Piaf, as mais belas e com imagens e Paris, uma Paris antiga. Vale também pela interpretação de Marion que é excelente. São duas horas de filme, sendo assim é preciso gostar desse tipo de música, pois o filme é muito musical, quero dizer que ela canta boa parte de algumas músicas em 80% das cenas, não é como os filmes musicais que se interpreta cantando, não. Esse longa é a biografia de Piaf, e por tanto há sim muita música nele.

Mesmo assim não é cansativo, ao menos para quem gosta, para os novatos, tentem assistir com a mente aberta, as músicas são bonitas e no mínimo interessastes, uma vez que as letras são traduzidas durante o filme.

Edith Piaf tem cerca de 34 álbuns publicados, sendo 18 com um CD, 2 com dois CDs e 2 com quatro volumes e 1 com nove volumes. Cada um com em média 20 músicas.

La Vie en Rose

R. S. Louiguy

Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche.
Voila le portrait sans retouche,
De l’homme auquel, j’appartiens,

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

Il me dit des mots d’amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.

Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.

C’est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie,
Il me l’a dit, l’a juré pour la vie.

Et, dès que je l’apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat,

Des nuits d’amour à ne plus en finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des enuis des chagrins, des phases
Heureux, heureux a en mourir.

Quand il me prend dans ses bras,
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

Il me dit des mots d’amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.

Il est entré dans mon Coeur,
Une part de bonheur,
Dont je connais la cause.

C’est toi pour moi,
Moi pour toi dans la vie,
Il me l’a dit, m’a juré pour la vie.

Et, dès que je l’apercois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat.

Tradução

Olhos que fazem baixar os meus
Um riso que se perde em sua boca
Aí está o retrato sem retoque
Do homem a quem eu pertenço

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Vejo a vida cor-de-rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Entrou no meu coração
Um pouco  de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele
Na vida, ele me disse
Jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate

Noites de amor a não mais acabar
Uma grande felicidade que toma seu lugar
Os aborrecimentos e as tristezas se apagam
Feliz, feliz até morrer

Quando ele me toma em seus braços
Ele me fala baixinho
Eu vejo a vida em rosa

Ele me diz palavras de amor
Palavras de todos os dias
E isso me toca

Entrou no meu coração
Um pouco  de felicidade
Da qual eu conheço a causa

É ele para mim, eu para ele
Na vida, ele me disse
Jurou pela vida

E desde que eu o percebo
Então sinto em mim
Meu coração que bate

Non, Je Ne Regrette Rien

Michel Vaucaire / Charles Dumont

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu’on m’a fait,
Ni le mal, tout ça m’est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
C’est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé.

Avec me souvenirs,
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux.

Balayés les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours,
Je repars à zéro.

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu’on m’a fait,
Ni le mal, tout ça m’est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd’hui, ça commence avec toi!

Tradução

Não! Nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal – isso tudo me é igual!

Não, nada de nada…
Não! Eu não lamento nada…
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)

Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus “tremolos” (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Não! Nada de nada…
Não! Não lamento nada…
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

Confira o trailer abaixo.

bom filme!

roberta vieira

la vie en rose

http://www.edithpiafmovie.com/

http://www.tfmdistribution.com/lamome/lamome.htm

http://www.edithpiaf.com/

Elegy – 2008 (Fatal)

elegy (fatal) 2008 Estreado em 25 de Setembro no Rio de Janeiro International Film Festival, “Fatal” (Elegy) estréia em todo território nacional no dia 10 de Outubro de 2008. Direção de Isabel Coixet [Paris, je t’aime (2006)].

David Kepesh, interpretado pelo fantástico ator Ben Kingsley [House of Sand and Fog (2003), Schindler’s List (1993) e Gandhi (1982)], é um carismático professor universitário que, mesmo em torno dos 70 anos, exerce enorme fascínio sobre suas alunas. Embora alimente essa adoração, David impede que elas realmente entrem em sua vida. Quando conhece a bela e inteligente Consuela Castillo, vivida por Penélope Cruz [Vicky Cristina Barcelona (2008), Vanilla Sky (2001) e Sahara (2005)], seu mundo desmorona, ela é uma refinada estudante de 24 anos, filha de ricos cubanos exilados, que acaba se deixando seduzir por esse charmoso senhor e o mesmo acaba entorpecido pelo charme dela. Os dois iniciam um romance, mas ele está certo de que ela o deixará e desenvolve um ciúme obsessivo, que acaba por minar a relação. Dois anos depois, Consuela reaparece na vida de David com um pedido urgente. Baseado no romance O Animal Agonizante, de Philip Roth.

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No elenco ainda temos o melhor amigo de David, um também senhor de seus 70 anos, George O’Heam, vivido por Dennis Hopper [Swing Vote (2008), Waterworld (1995) e Speed (1994)] e a amante de David, Carolyn, interpretada por Patricia Clarkson [Vicky Cristina Barcelona (2008), Jumanji (1995) e No Reservations (2007)].

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O filme é muito bom, porém é um gênero de filme pouco admirado pela maioria, é um filme com muito diálogo, nudez discreta, de intenso drama que retrata a sexualidade de um homem de 70 anos de idade que é contra o casamento e tem uma vida libertina. É o tipo de filme parado, sem nenhum suspense ou ação, é um longa metragem que faz você apreciar a arte da atuação, bem como o tema em questão que faz você meditar sobre o assunto. A sugestão é que assistam em DVD.

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.festivaldorio.com.br/site2008/filmes/

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Une Vieille Maîtresse / The Last Mistress / An Old Mistress – 2007 (A Última Amante)

last_mistress Entrando no ritmos dos longas franceses, “Une Vieille Maitresse” ou a “Última Amante” é um longa metragem diferente em todos os aspectos. Catherine Breillat, a famosa cineasta francesa e também responsável pelos dois longas escandalosos, o Anatomie de l’enfer (2004) e Romance (1999), cheios de cenas de sexo altamente evidenciadas, nos traz esse filme de época que é uma adaptação do romance “Une Vieille Maitresse”, de Jules-Amédée Barbey d’Auverilly.

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Na mundana Paris do século 19, só se fala no casamento do jovem libertino Ryno de Marigny, é interpretado por Fu’ad Ait Aattou (um jovem ator Frances estreante), com a bela e pura Hermangarde, vivida por Roxane Mesquida [Sheitan (2006) e Sexes très opposés (2002)], uma flor da aristocracia. Os noivos se amam, porém as más línguas insinuam que Ryno não vai conseguir romper um antigo romance com Vellini, que é interpretada por Asia Argento [Marie Antoinette (2006), xXx (2002) e  Diamond 13 (2009)], uma cortesã escandalosa, filha de uma duquesa com um toureador.

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Para começar esse filme está em cartaz no cinemarck de alguns Estados. É preciso averiguar se existe algum cinema em que esee longa esteja em cartaz, pois cada semana ele está em uma capital diferente. Como esse filme foi lançado em 2007 no Festival de Cannes, existe a possibilidade do DVD ser encontrado para compra. O lançamento no Brasil foi em junho desse ano.

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O filme é Frances e sendo assim a língua do filme é francesa. Parece tolice comentar a língua do filme, mas existem alguns filmes de época, que retratam a frança, como “Marie Antoinette” e “The Duchess” mas que são em língua inglesa, e o fato de ser em Frances acaba criando um certo desconforto para algumas pessoas que não curtem filmes franceses, o que na minha opinião é uma bobagem, pois é uma belíssima língua, assim como o país que é fantástico.

Mas falando um pouco do filme, a direção é diferente do que estamos acostumados, os diálogos são longos, quase não há música nas cenas, seja ela para dar ênfase na cena ou que faça parte da cena, acredito que hajam duas ou três apenas. Há muita cena de sexo, com muita riqueza de detalhes, cenas essas que duram bastante tempo, tempo suficiente para deixarmos sem graça, caso você esteja assistindo com pessoas de cerimônia, uma irmã, pai,mãe, filhos (o que eu não recomendo, apesar de estar cotado para 14 anos), etc.

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O figurino é muito bonito, assim como a fotografia do filme. Mas o filme é bom? Sim, é. Mas não é o tipo de filme para qualquer um assistir, é preciso gostar do gênero, da origem e do elenco. Assistam em casa em DVD, é um filme interessante que explora o aspecto da mulher do século 19 que de um lado é uma aristocrata cheia de pudores e de outro uma mulher mundana, que vive sua sexualidade sem nenhuma restrição frente a uma sociedade altamente repressiva da época.

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.mongrelmedia.com/films/Last_Mistress.html

http://www.mongrelmedia.com/press/Vieille_Maitresse/press_kit.pdf

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Flashbacks of a Fool – 2008 (Reflexos da Inocência)

FLASHBACKS_QUAD Ainda em cartaz nos cinemas, Reflexos da Inocência é um filme diferente e interessante.  Daniel Craig [Quantum of Solace (2008), The Golden Compass (2007) e Casino Royale (2006)] interpreta Joe Scott um ator em fase decadente no mundo de Hollywood. Seu modo de vida é basicamente cheio de sexo e drogas. Ainda atraente aos 40 anos, mesmo com seu vício em drogas, Joe leva uma vida solitária em sua mansão em Malibu, enquanto lá fora a opinião pública se voltou totalmente contra ele.

Ao receber a notícia do falecimento de um grande amigo de infância,  Joe se vê forçado a enfrentar os fantasmas de seu passado. O início de sua sexualidade, seus amigos e suas ações como adolescente o levam a conseqüências inesperadas e trágicas, que por fim o forçarão a fugir em busca de uma nova vida.

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O elenco é de peso: O jovem Joe é vivido por Harry Eden [Oliver Twist (2005)], sua mãe, Grace Scott é interpretada por Olivia Williams [Peter Pan (2003)], sua melhor amiga e namoradinha Ruth Davis, é vivida na infância por Felicity Jones [Brideshead Revisited (2008)] e na fase adulta por Claire Forlani [In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale (2007), Meet Joe Black (1998) e “CSI: NY” como Dr. Peyton Driscoll]. A irmã de Joe é vivida por Keeley Hawes [Death at a Funeral (2007)].

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O filme é razoável, não chega a ser bom, mas não é um longa digno de assistir no cinema. É uma bela história de drama, mas com uma péssima direção. Os personagens são bons e as atuações também. Deixe para assistir em DVD. O longa tem uma fotografia linda. É daqueles filmes que quase foi bom, mas algo não deu certo no contexto todo.

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.thefilmfactory.co.uk/flashbacks/

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Good Luck Chuck / Maldita Sorte – 2007

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Charlie Logan, interpretado por Dane Cook [Mr. Brooks (2007) e Dan in Real Life (2007)] tinha dez anos, quando teve a infeliz idéia de quebrar a regra principal do Jogo da Garrafa. Charlie recusou-se a beijar uma maluca garota gótica, e ela acabou jogando um feitiço nele. 25 anos depois, Charlie não consegue encontrar a garota certa. Pior ainda, ele descobre que ele é uma espécie de amuleto da sorte, ou seja, toda vez que ele transa com uma garota, a mesma desencalha e se casa com o primeiro cara que aparece, assim mesmo como em um toque de mágica.

Mas uma vida toda cheia de sexo e sem amor está tornando Charlie mais solitário que nunca, até que ele conhece Cam, vivida por Jessica Alba [The Love Guru (2008), The Eye (2008) e Fantastic Four (2005)], é especialista em pingüins e totalmente desastrada. Charlie percebe que precisa descobrir uma maneira de desfazer sua maldição de boa sorte… antes que a garota de seus sonhos desapareça com o próximo cara que ela conhecer.

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O filme é muito bom, super divertido, e apesar de ter bastante cenas de sexo e nudez, é bem tranqüilo de assistir, não é pesado de se ver. A história é original e o filme é super alegre, com ótimas tiradas, bem filmado e dirigido. É engraçado de mais, imperdível.

Vale comentar que esse ator é muito bom, é revelação, e o interessante é que ele atuou em Mr. Brooks (2007) e ele estava super gordinho e derrepente, uau! Que corpo escultural!

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.goodluckchuckthemovie.com/

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Into The Wild – 2007 (Na Natureza Selvagem)

into_the_wild Quem não gostaria de sair por aí vagabundeando por uns bons dois ou quem sabe cinco aninhos?

Trabalhando em qualquer coisa, por alguns meses e depois cair na estrada e viajar sem rumo em busca de aventura e liberdade.

Em 1998 foi publicado o livro “Na Natureza Selvagem”de Jon Krakauer que retratava a vida e morte de Christopher McCandless, um garoto de 23 anos que abriu mão de sua riqueza e identidade e adotou o nome “Alexander Supertramp” e iniciou a busca do verdadeiro significado de liberdade.

Sean Penn, que dirigiu o filme, viu o livro de Krakauer e teve uma reação imediata e forte. “Li a obra do início ao fim duas vezes antes de ir dormir. Então, no dia seguinte, acordei e fui logo ver se conseguia obter os direitos. Considerei a história profundamente cinematográfica em relação aos personagens e às paisagens”, conta o ator e diretor. Mas, ainda profundamente sentidos e tentando recuperar-se do falecimento do filho, os McCandless, que foram abordados não só por Penn, mas por uma série de diretores, não tomaram nenhuma decisão. “A família não estava pronta para permitir que o filme fosse feito, mas Sean, muito empolgado, manteve-se em contato com eles”, lembra o produtor Bill Pohlad. Dez anos depois da primeira tentativa de Penn em obter os direitos, finalmente o telefone tocou. Eles aceitaram!

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Ao assistir o trailer parece um filme meio bobo, mas não é. O longa é excelente, tem paisagens de vários lugares dos EUA e a atuação do ator Emile Hirsch [Speed Racer (2008), Alpha Dog (2006) e The Girl Next Door (2004)], que interpreta Christopher McCandless é notável, tanto que nos colocamos em seu lugar em muitos momentos do filme. E para fechar com chave de ouro, o ator Hal Holbrook [Men of Honor (2000), The Firm (1993) e I Hate to See That Evening Sun Go Down (2008)] que interpreta com excelência o personagem Ron Franz, a cena em que ele se despede de Hirsch é de derramar lágrimas, nossa fiquei de coração partido. Essa atuação lhe rendeu uma indicação ao OSCAR 2008 para “Melhor Ator Coadjuvante”. Assistam, é uma ótima lição de vida!

Confira o trailer ao lado.

bom filme!

roberta vieira

http://www.intothewild.com/

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